Câmara de Cabedelo oficializa afastamento de Leto Viana, prefeito preso

Desde então, Viana se encontra recolhido ao xadrez do Quinto Batalhão da Polícia Militar, no bairro Valentina Figueiredo, na Capital.

Os vereadores de Cabedelo decidiram se antecipar a um provável retorno de Wellington (Leto) Viana, do PRP, à prefeitura municipal, e o afastaram do cargo, juntamente com o vice Flávio Oliveira. Os edis da cidade portuária temem que Leto possa ser solto na próxima semana e tente voltar ao mandato de prefeito, atualmente exercido pelo vereador Victor Hugo, do PRB. A decisão foi tomada dois dias depois que o jornal Correio da Paraíba denunciou que Leto Viana, mesmo preso em João Pessoa, continua recebendo salários.

O afastamento consumado ontem tomou por base petição apresentada pelo presidente do diretório municipal do Psol em Cabedelo, Marcos Patrício. O partido solicitou a resolução que determina a suspensão das funções dos denunciados que estão enfrentando um processo de cassação no legislativo cabedelense. Leto Viana foi preso no dia 3 de abril deste ano pela Polícia Federal, no primeiro dia da Operação Xeque-Mate, que envolveu sua esposa, vereadores, suplentes de vereadores e secretários municipais. Desde então, Viana se encontra recolhido ao xadrez do Quinto Batalhão da Polícia Militar, no bairro Valentina Figueiredo, na Capital.

A hipótese de soltura de Leto passou a ser admitida nos últimos dias com o prognóstico deque poderá acontecer na próxima segunda-feira, caso o Tribunal de Justiça assim se manifeste quando os desembargadores apreciarem o Agravo Interno constante dos autos da Medida Cautelar de Busca e Apreensão, dentro da Operação Xeque-Mate. O relator da matéria é o desembargador João Benedito da Silva. A resolução apresentada na Câmara de Cabedelo pelo dirigente do Psol foi incluída no expediente da sessão ordinária da Casa, com pedido de urgência urgentíssima, sendo aprovado pela maioria. O prefeito e o vice estão afastados dos cargos desde abril. Leto Viana foi acusado de comprar o mandato do então prefeito José Maria de Lucena Filho, conhecido por Luceninha, de quem era vice, por R$ 5 milhões. A Polícia Federal, através da Xeque-Mate, desbaratou uma quadrilha que desviava recursos da prefeitura municipal de Cabedelo.

Fonte Lenilson Guedes

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