11 mil paraibanos na fila única do SUS

A organização desta demanda foi uma exigência do Governo Federal a gestores estaduais e municipais, sob pena de bloqueio de verbas

Aproximadamente, 11 mil pessoas estão esperando por cirurgias eletivas, na Paraíba. Esses pacientes formam a fila única do SUS, informada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), ao Ministério da Saúde. A organização desta demanda foi uma exigência do Governo Federal a gestores estaduais e municipais, sob pena de bloqueio de verbas.


O prazo para o envio de informações era de 40 dias, a contar do dia 27 de maio, conforme a matéria publicada neste blog. Em nota, a SES informou que o período entre 29 de maio e 6 de junho foi reservado para o recebimento das listas dos municípios. No último dia 10, houve a consolidação dos dados e a lista única foi enviada ao MS.

Ainda segundo a nota, os dados são parciais, sendo necessário que o MS dê um retorno sobre quantos usuários foram aprovados na lista da Paraíba. A SES explicou que o processo de preenchimento dos dados dos pacientes é muito rigoroso e requer informações detalhadas, como cartão do SUS, código Sigtap (Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS) e data de solicitação. Também é necessário fazer cruzamento de bancos de dados para verificar a veracidade das informações.

O blog pediu mais informações sobre a lista, como, por exemplo, o tempo médio de espera dos pacientes, as cirurgias mais requisitadas, se o prazo foi observado por todos os municípios, mas esses detalhes não foram informados.

Mutirões

Ao exigir a organização da fila única em cada unidade da federação, o MS justificou que a medida dá transparência ao atendimento dos pacientes e será pré-requisito para receber R$ 360 milhões destinados aos mutirões de cirurgias, em todo o País. “O estado tem uma fila, a prefeitura tem outra, o hospital tem sua fila, e isso não é possível nesse sistema. Quando a pessoa sai do ambulatório, ela precisa ser encaminhada para uma fila geral, e não para a fila do hospital. Precisamos mudar essa lógica para que possamos organizar o atendimento de forma justa”, argumentou, à época, o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Fonte Andréa Batista

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