Prefeitura de cidade da PB tem R$ 50 mil roubados em golpe por meio de WhatsApp

Golpe foi destaque no Fantástico. Dinheiro seria usado para salários e medicamentos.

A Prefeitura de Mogeiro, na região do Agreste da Paraíba, foi alvo de um golpe por meio de aplicativo de troca de mensagens e teve cerca de R$ 50 mil roubados dos cofres públicos. O golpe na prefeitura paraibana foi parte de uma reportagem mostrada no Fantástico neste domingo (22), indicado que além do prefeito de Mogeiro, outros políticos foram vítimas da quadrilha por meio do aplicativo de troca de mensagens.

Alberto Ferreira (PR), prefeito de Mogeiro explicou ao Fantástico que após o golpe, a prefeitura precisou administrar o restante do dinheiro para não prejudicar os serviços. São 50 mil iriam diretamente para os salários e compra de medicamentos, então a gente teve que ir administrando da melhor forma para que não causasse tantos danos, explicou.

No final de junho, outra prefeitura paraibana também tinha sido alvo de uma tentativa de golpe por meio de aplicativo de mensagens. O prefeito de Serra Branca, também no Agreste paraibano, explicou à época que tinha tinham clonado seu número e tentado um desvio de R$ 170 mil dos cofres da prefeitura.

Vicente Fialho de Souza Neto (PSD), conhecido como Souzinha, contou que uma pessoa se passando por ele mandou mensagens para a tesoureira e um secretário solicitando o depósito em uma conta de um desconhecido. Os funcionários desconfiaram e não fizeram a transferência, evitando o golpe.

Dennis Cali, delegado da Polícia Federal, explicou que o golpe é um crime sofisticado, que tem a participação de funcionários das companhias de telefone. De acordo com investigações feitas pela PF, o funcionário da operadora de telefonia envolvido no esquema desabilita o número do chip usado pelo gestor público e habilita o mesmo número em um outro chip usado pela quadrilha.

De posse do mesmo número, os criminosos aproveitam os contatos do político no aplicativo de mensagens e mandam pedidos de depósitos de quantias elevadas de dinheiro em contas de pessoas integrantes da quadrilha. Ainda conforme o delegado Dennis Cali, os operadores de telefonia vendem os números dos políticos por valores que variam de R$ 1 mil e R$ 1,5 mil.

Segundo informações da Polícia Federal, a quadrilha fez pelo menos 113 políticos vítimas em 19 estados brasileiros. Sete pessoas foram presas em São Luís, no Maranhão, suspeitos de integrarem a quadrilha. De acordo com a Polícia Civil maranhense, o líder da quadrilha está entre os presos.

Em nota enviada pelo sindicato das operadoras ao Fantástico, as empresas informaram que se colocam à disposição das autoridades para que sejam identificadas os criminosos que lesam as pessoas. As empresas destacam ainda que é importante atenção e cuidado ao manusear aplicativos de mensagens e que não têm controle, nem responsabilidade, do conteúdo compartilhado no aplicativo.

Fonte G1 PB

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