TRE da Paraíba aguarda instruções do TSE para combater cybers crimes

Facebook, Twitter e Instagram são plataformas digitais onde os argumentos populares têm sido mais intensificados nos últimos anos, diante do cenário político do país

O secretário de Tecnologia de Informação do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, José Cassimiro Júnior, informou que por enquanto o TRE não dispõe de equipamentos nem de especialistas para detectar, identificar e punir culpados por práticas de cybers crimes, os chamados crimes virtuais ou da internet. O Tribunal da Paraíba está no aguardo de deliberações do Tribunal Superior Eleitoral para definir como a questão será tratada no Estado. Em princípio, conforme Cassimiro revelou ao “Correio da Paraíba”, os cybers crimes estão muito além da capacidade de investigação da Justiça Eleitoral, por isso acredita que a apuração dos casos deverá contar com o reforço do serviço de inteligência da Polícia Federal.

A ideia, diz Cassimiro, é encaminhar os casos identificados à apreciação da PF para abertura de inquérito e julgamento pela Justiça Eleitoral. Pessoalmente, o secretário diz que sempre se posicionou contra a propaganda eleitoral na internet por entender que extrapola as barreiras geográficas da área onde a propaganda deveria ser veiculada e também por ser uma área de difícil controle. “Depois que cai na rede, tudo fica mais difícil de regular e coibir abusos. Não existe respeito a nada nem a ninguém e muitas vezes os perfis falsos são hospedados em sites localizados em outros países que sequer têm relações diplomáticas com o nosso. Até chegar lá e retirar do ar, o dano está feito”, assinala Cassimiro.

Facebook, Twitter e Instagram são plataformas digitais onde os argumentos populares têm sido mais intensificados nos últimos anos, diante do cenário político do país. O ShatsApp, mais recente, já tem larga utilização, acrescenta o secretário de Informática do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba. Ultimamente tem sido intensificado o debate acerca de fakes News, notícias falsas divulgadas como se fossem verdadeiras. Em geral, são usadas para denegrir a imagem de adversários, por exemplo. Graças à velocidade e quantidade de mecanismos de comunicação disponíveis na conjuntura moderna, elas obtêm circulação suficiente para que pareçam verdadeiras diante de olhos menos treinados no assunto.

Fonte Lenilson Guedes

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