PDT descarta hipótese de renúncia conjunta de Lígia com Ricardo

Diante da repercussão negativa das declarações preconceituosas, o governador tentou contornar arestas, garantindo que não see refeerira especificamente a Maranhão, a quem respeita pelos serviços prestados à Paraíba.

A cúpula nacional do PDT, através do presidente Carlos Luppi, descartou qualquer acordo para uma renúncia conjunta da vice-governadora da Paraíba, Lígia Feliciano, com o governador Ricardo Coutinho, do PSB, possibilitando que este coloque pessoa de sua confiança no Palácio da Redenção e dispute, tranquilo, uma vaga ao Senado. Ricardo tem insistido em alegar que pode ficar no cargo até o último dia do mandato se chegar à conclusão de que o projeto administrativo por ele executado corre risco de continuidade, o que é explorado em algumas áreas políticas como sinal de desconfiança dele em relação à vice-governadora Lígia Feliciano, substituta natural na hierarquia do Poder.

Essa situação deu origem a manobras de bastidores para que Lígia se desincompatibilize do cargo juntamente com Ricardo, permitindo que seja escolhido um governante indireto pela Assembleia Legislativa do Estado para completar o período enfeixado por Ricardo desde a reeleição em 2014. O que se afirma é que se Ricardo aceitar os apelos e o desafio para concorrer ao Senado, Lígia Feliciano se investirá automaticamente no Executivo e será oficializada como candidata ao governo, enfrentando o próprio candidato in pectoris de Ricardo, que é o secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos João Azevedo. O clã Feliciano, que tem Lígia e o marido, o deputado federal Damião, como expressões, estranhou as desconfianças de Ricardo, lembrando que a postura de Lígia sempre foi de correção e de lealdade em todo o período, inclusive, quando assumiu interinamente o governo nas viagens de Ricardo.

Há outras divergências, porém, entre o governador socialista e o clã pedetista. Tanto Damião Feliciano, que é o presidente estadual do PDT, como a vice-governadora Lígia, estão fechados com a candidatura do ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, à presidência da República, enquanto o governador inclina-se por apoiar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, a quem tem sido solidário desde a sua condenação judicial. Numa visita que fez à Paraíba, Ciro chegou a ter audiência com Ricardo na Granja Santana e na ocasião pediu apoio à sua candidatura, além de ter comunicado que o PDT lançaria Lígia à sucessão estadual. Nestes meses dramáticos em termos de definições para as eleições, Ricardo tem desconversado sobre hipótese de candidatura ao Senado ou de afastamento seu do governo, dando a entender que não tem apego ao poder.

Nessa cruzada, o governador acabou derrapando ao deixar no ar uma insinuação sobre políticos idosos que estão apegados ao poder, o que foi entendido como referência direta ao senador José Maranhão, que aos 84 anos se lançou pré-candidato ao governo pelo MDB. Diante da repercussão negativa das declarações preconceituosas, o governador tentou contornar arestas, garantindo que não see refeerira especificamente a Maranhão, a quem respeita pelos serviços prestados à Paraíba. O MDB não engoliu o mea culpa do governador. O ex-presidente do diretório estadual Antônio Sousa foi categórico: Muita gente gostaria de ultrapassar os 80 anos com uma vida de probidade, de lisura, com mais de 60 anos de vida pública sem uma mancha em seu currículo, sem nunca ser acusado de improbidade e sem nunca ter recebido dinheiro da Lava Jato. E mais: Maranhão não teme ser acordado pelo japonês da Federal. Porque ele é o cara em quem o povo confia.

Fonte Nonato Guedes

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