Paraíba já possui mais de 300 casos suspeitos de microcefalia

A Paraíba possui 316 casos suspeitos de microcefalia e um óbito foi registrado até o momento. O protocolo passou por análise de especialistas e agora passa a valer para todo o país.

O anúncio de mudança de protocolo foi o ponto principal abordado pelo Ministério da Saúde durante entrevista coletiva realizada na manhã desta terça-feira (8), em Brasília. 

O principal ajuste é a mudança do perímetro encefálico, que agora é de 32 centímetros, segundo anunciou o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovicth.

Crianças com perímetro encefálico maior que 32 centímetros continuam sendo acompanhadas.

Segundo o diretor, “essa diferença de 1 centímetro leva a um grande número de notificação de crianças que estão no limite da curva da normalidade”. A partir de agora, os estados devem fazer a classificação segundo o novo critério. 

A Paraíba possui 316 casos suspeitos de microcefalia e um óbito foi registrado até o momento. O protocolo passou por análise de especialistas e agora passa a valer para todo o país. Maierovitch disse que outras adaptações podem ser necessárias em outras ocasiões, tendo em vista que o processo está em construção.

Ainda na coletiva Maierovitch destacou que o combate ao mosquito Aedes aegypti (transmissor da dengue, chikungunya e zica vírus) também depende do esforço da população, que pode contribuir eliminando recipientes com água parada, ambiente favorável ao mosquito. Na capital, denúncias podem ser feitas à Vigilância Sanitária de João Pessoa pelo telefone (83) 3218-9357.

Perguntado, mais uma vez, sobre qual a orientação do Ministério da Saúde para as mulheres que querem engravidar, Maierovitch voltou a dizer que “a decisão de uma gestação deve ser tomada pela mulher com o seu companheiro e seus familiares”. Ele enfatizou que cada situação é diferente, e é preciso analisar os mecanismos que cada mulher tem para se proteger de possíveis picadas do mosquito Aedes aegypti. Contudo, afirmou, em tom de alerta, que o fato de um novo vírus está em circulação deve ser uma preocupação adicional para as grávidas.

Sobre a possível relação entre o aumento de casos da Síndrome de Guillain-Barré e o zica vírus, Maierovitch disse que ainda é cedo para fazer qualquer afirmação nesse sentido. Os casos estão em análise. O registro da síndrome disparou nos últimos meses nos estados da Paraíba, Pernambuco, Bahia e Maranhão, segundo afirmou o diretor Maierovitch durante a entrevista.

Fonte Jornal da Paraíba

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