Costa do Marfim vence Nigéria de virada e conquista a Copa Africana de Nações

Em caminho tortuoso e improvável, seleção anfitriã levanta taça com técnico interino. Haller, que superou câncer, é herói do título.

 

Não há roteirista criativo no mundo que desenhasse um caminho como o trilhado pela Costa do Marfim rumo ao título da Copa Africana de Nações. Com técnico interino e em crise, a anfitriã da edição deste ano do torneio se superou. E é tricampeã. O time marfinense venceu a Nigéria por 2 a 1 na final, de virada, e levantou a taça pela terceira vez. O herói da conquista deixou a história ainda mais impressionante: Haller superou o câncer para, neste domingo, garantir uma das vitórias mais importantes de sua seleção.

A Costa do Marfim empata com a Nigéria no número de conquistas. Ambas são tricampeãs. A seleção marfinense havia conquistado seus outros dois títulos em 1992 e 2015. O time nigeriano agora empata com Gana como maiores vice-campeões, com cinco derrotas em finais cada. A seleção que mais vezes venceu a Copa Africana é o Egito, com sete taças.

VIRADA CAMPEÃ

A Costa do Marfim foi agressiva do início ao fim, mas a seleção nigeriana, que chegou como favorita, abriu o placar. Aos 37 do segundo tempo, o capitão Troost-Ekong subiu alto após escanteio para, de cabeça, marcar o gol das Super Águias. A virada marfinense veio na segunda etapa.

Primeiro, Kessié aproveitou cobrança de escanteio de Adingra e cabeceou no segundo pau. Depois, aos 35, Adingra apareceu novamente para fazer grande jogada pela esquerda e cruzar para Haller. O atacante do Borussia Dortmund se antecipou à marcação e, com um leve toque de perna direita, fez o gol do título: 2 a 1.

O HERÓI POSSÍVEL

Tinha que ser ele. Haller viveu um grande drama na vida ao descobrir, em 2022, um câncer no testículo. Ele ficou afastado por seis meses do futebol, passou por quimioterapia e cirurgia e se curou. Mas, na Copa Africana, sofreu uma lesão na preparação da Costa do Marfim. O atacante do Borussia Dortmund só estreou nas oitavas de final. Para ser decisivo. Haller fez o gol da vitória por 1 a 0 contra RD Congo na semifinal e o gol da virada contra a Nigéria, na decisão.

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