Menu
Policial

Porteiro é preso por engano após irmão usar identidade falsa, na Paraíba

Caso agora segue sendo acompanhado pela defesa do jovem, que busca a correção do erro judicial e a responsabilização pela prisão indevida.

Por Redação

19/03/2026 às 22:03

Porteiro é preso por engano após irmão usar identidade falsa, na Paraíba - Reprodução

Porteiro é preso por engano após irmão usar identidade falsa, na Paraíba (Foto: Reprodução)

Um porteiro, de 26 anos, passou por momentos de tensão após ser preso por engano enquanto deixava o trabalho em um condomínio no bairro do Catolé, em Campina Grande.

O jovem Ramon Barbosa foi abordado por policiais militares no dia 9 de março, já no fim do expediente, quando se preparava para ir para casa, pois contra ele havia um mandado de prisão em aberto.

Mesmo sem entender o que estava acontecendo, Ramon foi conduzido à Central de Polícia de Campina Grande, onde passou a noite preso. O mandado de prisão estava relacionado a um processo de 2021 e indicava que ele estaria foragido desde 2022.

A situação causou surpresa entre colegas de trabalho e moradores do condomínio, que afirmam conhecer a conduta do jovem, descrito como trabalhador e sem histórico de envolvimento com crimes.

Erro teria começado por causa de um documento

Ao apresentar o recuso à justiça paraibana, a defesa alegou que a prisão foi resultado de um grave erro de identificação que teria começado ainda na fase inicial do processo.

O responsável seria Carlos Eduardo, irmão de Ramon. Os dois não mantinham contato desde a infância, quando moravam na cidade de Borborema, no interior da Paraíba.

Quando ainda eram crianças, os irmãos foram separados. A mãe seguiu para João Pessoa com Carlos, enquanto Ramon permaneceu em Borborema, sendo criado pela avó e por um tio desde os seis anos de idade.

Anos depois, Carlos teria passado a se envolver com a criminalidade na capital paraibana. Em 2021, ele foi preso suspeito de participar de assaltos, incluindo o roubo de um carro e de uma motocicleta.

No momento da prisão, segundo a defesa, Carlos teria informado à polícia o nome completo do irmão, Ramon Barbosa. A informação fornecida não teria sido devidamente confirmada pelas autoridades à época, e os dados acabaram sendo aceitos no processo judicial.

Posteriormente, Carlos foi liberado, mas não teria cumprido as determinações impostas pela Justiça. Com isso, foi expedido um mandado de prisão em nome de Ramon. Foi justamente esse mandado que levou a Polícia Militar até o local de trabalho do porteiro em Campina Grande, resultando na prisão injusta.

Ao Cidade Alerta da TV Correio, Ramom revelou que os policiais que cumpriam o mandado de prisão, chegaram a comentar entre si que, talvez estariam prendendo a pessoa errada.

“Foi uma sensação totalmente constrangedora e desrespeitosa com a minha pessoa, né?! Uma pessoa de uma índole que nunca chega a ter nenhum tipo de problema, nem com a justiça, nem com a polícia. Então eu me senti totalmente indignado com toda a situação.”, disse à reportagem da TV Correio.

Porteiro não estava em João Pessoa

Outro ponto que reforça o erro é que, na época dos crimes investigados, em 2021, Ramon sequer morava em João Pessoa. De acordo com a defesa, ele já vivia em Campina Grande e, inclusive, servia ao Exército. O jovem ingressou na instituição ainda aos 17 anos, quando se mudou para a cidade.

O caso agora segue sendo acompanhado pela defesa de Ramon, que busca a correção do erro judicial e a responsabilização pela prisão indevida.

Portal Correio

Tópicos
Anúncio full