Análise
Política não pode virar reunião de família
A Constituição não proíbe que esse tipo de parasitagem familiar aconteça na política, mas convenhamos: é ridículo!
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22/08/2026 às 15:07 | Atualizado em 22/08/2026 às 16:57
Prefeita de Santana dos Garrotes fechou a chapa com toda a família (Foto: Reprodução)
Beira o absurdo depositar votos em uma chapa composta por três pessoas da mesma família, mas é isso que está acontecendo na Paraíba. Hugo Motta, o pai dele, Nabor Wanderley, e a irmã Olívia Motta, todos do Republicanos, concorrem a cargos públicos neste ano.
Os três estão na mesma chapa: Hugo, que é atual presidente da Câmara federal, tenta reeleição a deputado; o pai disputa vaga no Senado e irmã, uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Prefeitos subservientes vão apoiar todo o grupo. Uma família inteira no centro do poder.
A Constituição não proíbe que esse tipo de parasitagem familiar aconteça na política, mas convenhamos: é ridículo! Pior do que isso é ver tantos gestores apoiando.
Infelizmente a política se tornou apenas troca de favores para a perpetuação de políticos no poder. Deputados federais e estaduais mandam emendas e recursos aos municípios em troca de apoio na próxima eleição.
Até para a família Ribeiro, que também há anos surfa na onda do dinheiro público na Paraíba, é inadmissível tantos parentes na política. Neste ano, por exemplo, Daniela, que é senadora, decidiu não concorrer à reeleição porque o filho Lucas é candidato ao Palácio da Redenção.
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