Opinião
Tadeu Gomes
Uma decepção com as eleições que se aproximam
Para a Presidência, o cenário é dominado por candidatos marcados por desgaste político; para o Governo do Estado, predominam nomes que não têm capacidade de gestão; e para o Senado, fantoches de Lula.
Por Tadeu Gomes • Política e cotidiano
26/05/2026 às 14:57 | Atualizado em 26/05/2026 às 15:19
Urna eletrônica (Foto: arquivo DiamanteOnline)
As eleições de 2026 se aproximam, mas, neste momento, não despertam qualquer entusiasmo, pelo menos para mim. No cenário nacional, as denúncias envolvendo Flávio Bolsonaro (PL), Vorcaro e o banco Master deram um banho de água fria em quem pretendia retirar Lula (PT) do poder. O filho de Bolsonaro conseguiu, com a falta de caráter, enterrar qualquer chance de um pleito acirrado. Colocou-se no mesmo nível ético e moral do petista.
No âmbito estadual, não há candidatura decente: Lucas Ribeiro (PP) representa a oligarquia no poder; Cícero Lucena (MDB) remete à velha política ocupando novamente o centro administrativo da Paraíba; e Efraim Filho (PL), apesar da projeção, não aparenta reunir força suficiente para vencer a disputa.
Já na corrida pelo Senado, o cenário parece igualmente desanimador. João Azevêdo (PSB), Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Nabor Wanderley (Republicanos) são aliados fiéis do governo Lula, dispostos a apoiar praticamente qualquer pauta que ele enviar.
Oa três postulantes estão em um mesmo lado político, dispostos a fechar o olho para erros do governo petista.
No caso de Nabor, ele ainda consegue ser o pior por querer colocar a família para viver às custas da política. O filho, Hugo Motta, é deputado federal e pretenso candidato à reeleição; e a filha, Olívia Motta, é pré-candidata e deputada estadual.
Não há saída. A solução é votar no menos pior e jogar o sufrágio no lixo.