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Brasil

Escritor que disse que comemora quando morre um conservador afirma que evangélicos não devem votar

Antes de celebrar o assassinato de Charlie Kirk, o jornalista gaúcho já havia festejado ou desejado a morte de diversas personalidades ligadas à direita.

Por Redação

03/02/2026 às 08:06

Escritor Eduardo Bueno, o Peninha - YouTube

Escritor Eduardo Bueno, o Peninha (Foto: YouTube)

O escritor, historiador e YouTuber Eduardo Bueno, conhecido como “Peninha”, voltou a viralizar com declarações polêmicas do seu canal “Buenas Ideias”. Um recorte do vídeo “Com Mil Raios”, publicado na última quarta-feira (28), começou a gerar revolta nas redes sociais neste domingo por defender que religiosos não tenham direito a votar.

Após viralizar no ano passado ao falar sobre o ativista americano Charlie Kirk, Bueno gravou na semana passada o vídeo comentando, em tom cômico, o raio que caiu durante uma manifestação do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Ele aproveitou para defender que evangélicos não deveriam ter direito de voto nas eleições.

“Evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar pastando junto com o pastor. Devia ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para pastor! Por que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual, etc?”, questionou.

Peninha não foi o único a comentar o incidente do raio com deboche; perfis identificados com a esquerda trataram a descarga elétrica, ocorrida no domingo do último dia 25, como uma “resposta divina”.

No início do vídeo, Bueno afirmou lamentar “ter de falar” sobre o episódio envolvendo Nikolas, mas admitiu que precisava de “engajamento”. Entre os assuntos que cogitou abordar, mencionou o caso do banco Master e o do cão comunitário Orelha.

Repercussões

Em meados do ano passado, Bueno obteve muito “engajamento” ao comentar sobre o ativista americano Charlie Kirk. Na época, afirmou: “É sempre terrível um ativista ser morto por suas ideias, exceto quando é o Charlie Kirk”.

As declarações resultaram no cancelamento de duas palestras — uma na Livraria da Travessa, em Porto Alegre, e outra na PUC-RS —, além de uma onda de repúdio que incluiu figuras do próprio campo progressista.

A polêmica também levou ao encerramento do podcast “Nós na História”, que Bueno apresentava havia três anos. O comunicado oficial informou que o programa foi finalizado “em vista dos últimos acontecimentos”. Além disso, o escritor foi afastado do Conselho Editorial do Senado Federal (CEDIT) após pressão parlamentar. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que o escritor “deveria ter sido demitido no momento em que o vídeo chegou ao seu conhecimento”.

Histórico de Polêmicas

Antes de celebrar o assassinato de Charlie Kirk, o jornalista gaúcho já havia festejado ou desejado a morte de diversas personalidades ligadas à direita.

Recentemente, em um podcast, Bueno comentou a morte do jornalista José Roberto Guzzo, veterano da imprensa e antigo colunista da Gazeta do Povo, com um exultante “Que maravilha!”. Em outra entrevista, confessou ter “vibrado” com o falecimento de figuras como Ronald Reagan, Henry Kissinger, Margaret Thatcher e Emilio Garrastazu Médici.

Sobre Olavo de Carvalho, a quem chamou de “escroto” e “terraplanista”, afirmou: “Um cara que mata urso não merece viver neste planeta”. A lista de figuras vivas que, para Peninha, “não deveriam viver” inclui o músico Roger Moreira, do Ultraje a Rigor — para quem deseja um “fim horroroso” — e a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC).

Eduardo Bueno é autor de mais de 30 livros, incluindo a famosa Coleção Brasilis e Brasil: Uma História. Atualmente, comanda o canal Buenas Ideias no YouTube, que conta com mais de 1,5 milhão de inscritos.

Gazeta do Povo