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Vídeo: Nasa lança foguete da Artemis II com quatro astronautas para a Lua em momento histórico para a humanidade
O presidente Trump utilizou suas redes sociais para celebrar o lançamento.
Por Redação
01/04/2026 às 20:05 | Atualizado em 02/04/2026 às 06:51
Com os cintos afivelados e muita emoção, quatro astronautas decolaram em um momento histórico para a humanidade, que retorna à órbita lunar após mais de meio século. O lançamento da missão Artemis II, da Nasa, foi concluído nesta quarta-feira (1º), às 19h24 (horário de Brasília), partindo do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, Estados Unidos.
A equipe composta pelos americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen, embarcou em uma jornada de dez dias que testará os limites da exploração espacial moderna.
A missão utiliza o Space Launch System (SLS), o novo e gigantesco foguete laranja e branco da agência espacial, que realiza seu primeiro voo tripulado. Com mais de 2.600 toneladas após o abastecimento de hidrogênio e oxigênio, o SLS impulsionará a nave a velocidades extremas para circundar o satélite natural da Terra.
Diferente das missões que visam o pouso, a Artemis II seguirá um perfil semelhante ao da Apollo 8, em 1968, mas com o diferencial de levar os seres humanos ao ponto mais distante da Terra já alcançado na história, estabelecendo marcos de diversidade ao incluir a primeira mulher, a primeira pessoa não branca e o primeiro não americano em uma trajetória lunar.
O caminho até a plataforma de lançamento, no entanto, foi marcado por anos de desenvolvimento, custos elevados e sucessivos adiamentos técnicos que forçaram o retorno do foguete ao hangar em diversas ocasiões. Caso surja algum imprevisto de última hora nesta quarta-feira, a Nasa possui janelas de reserva até o dia 6 de abril, embora a previsão meteorológica para o próximo fim de semana indique maior instabilidade.
O meteorologista Mark Burger destacou a necessidade de monitorar nuvens e rajadas de vento, mas expressou otimismo quanto à possibilidade de encontrar uma brecha segura para a decolagem.
Além do aspecto científico e tecnológico, a Artemis II carrega um forte peso geopolítico e estratégico. O programa sofre pressão direta do presidente Donald Trump, que busca acelerar o cronograma para garantir um novo pouso na superfície lunar antes do fim de seu segundo mandato, em 2029. O objetivo final é estabelecer uma base permanente na Lua que sirva de plataforma para futuras explorações do sistema solar.
Esse esforço é visto como uma corrida direta contra as ambições da China, que planeja levar humanos ao satélite até 2030, embora especialistas ainda demonstrem ceticismo quanto ao cumprimento dos prazos americanos, que dependem fortemente de tecnologias desenvolvidas pelo setor privado.
Mesmo em meio a um cenário de crise internacional, após os ataques de forças americanas e israelenses contra o Irã em fevereiro, o presidente Trump utilizou suas redes sociais para celebrar o lançamento.
Em publicação na plataforma Truth Social, o republicano afirmou que os Estados Unidos dominam não apenas econômica e militarmente, mas agora também "além das estrelas". Enquanto o mundo observa o desenrolar da missão, entusiastas como Melinda Schuerfranz, de 76 anos, que viajou de Ohio para a Flórida, resumem o sentimento de expectativa coletiva diante de um evento que promete redefinir o lugar do homem no cosmos.
*Com informações de AFP
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