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Policial

Patroa é suspeita de ter matado babá brasileira em Portugal

A cearense Lucinete Freitas, de 55 anos, estava desaparecida desde 5 de dezembro.

Por Redação

22/12/2025 às 15:40 | Atualizado em 22/12/2025 às 15:41

A cearense Lucinete Freitas, que mora em Portugal, manteve o último contato com o marido em 5 de dezembro - Arquivo pessoal

A cearense Lucinete Freitas, que mora em Portugal, manteve o último contato com o marido em 5 de dezembro (Foto: Arquivo pessoal)

A patroa de Lucinete Freitas, babá de 55 anos encontrada morta em Portugal, é suspeita de ter assassinado a vítima, conforme a família da vítima relatou à TV Verdes Mares. Natural de Aracoiaba, no interior do Ceará, Lucinete morava em Portugal há sete meses. Ela estava desaparecida desde 5 de dezembro e teve o corpo encontrado em uma mata nos arredores de Lisboa.

A suspeita, que também é brasileira, foi presa no dia 18 de dezembro. Ela está sendo investigada por homicídio qualificado e por crime de profanação e ocultação de cadáver. A polícia de Portugal não especificou detalhes sobre a motivação do crime, mas afirma que o homicídio ocorreu 'por razão fútil'.

Último contato

Lucinete Freitas havia feito o último contato com a família por telefone no início do mês, segundo o Teodoro Júnior, marido da brasileira, que reside em Fortaleza. Conforme Teodoro, a cearense viajou para Portugal há sete meses com o objetivo de conseguir um emprego e se estabelecer no país europeu para levar a família.

Ela trabalhava como babá e morava sozinha em um quarto em Amadora, região metropolitana de Lisboa. No último contato que teve com o marido, ela enviou uma mensagem na noite do dia 5 de dezembro, por volta das 19h30 no Brasil, o que corresponde a 22h30 em Portugal, informando que iria viajar para o Algarve, no sul do país, com uma amiga.

Ainda segundo Teodoro, no dia seguinte, Lucinete deveria visitar um apartamento que seria alugado pela família, já que o marido e o filho, de 14 anos, planejavam se mudar para Portugal em 2026. No entanto, a responsável pela locação informou a ele que Lucinete não compareceu à visita. Desde o dia 5, o homem não conseguiu mais contato com a esposa.

“Depois disso, mandei mensagens, ela visualizou, mas não respondeu. Liguei várias vezes e não atendia. Foi aí que percebi que algo estava errado”, relatou Teodoro Júnior, marido da cearense.

Ele afirma que não conhece essa amiga que iria viajar com Lucinete, e a família tenta descobrir quem seria. “Esse é o grande mistério. Não sabemos quem é essa pessoa”, disse.

O patrão de Lucinete contou para Teodoro que, em outra ocasião, a cearense apareceu acompanhada de uma jovem e explicou que era uma amiga que conheceu no ônibus. “Ela é muito aberta, faz amizade facilmente”, comentou Teodoro.

Durante o período em que buscava informações sobre a esposa, ele entrou em contato com a Embaixada Brasileira e com o Ministério das Relações Exteriores para notificar sobre o desaparecimento.

"Ela é uma pessoa vaidosa, que gosta de passear, tirar fotos, é uma mulher muito guerreira, muito trabalhadora, uma pessoa justa, honesta", disse o marido da cearense.

Família enfrenta dificuldades para repatriar corpo de brasileira

A família de Lucinete Freitas tenta, agora, conseguir a repatriação do corpo da vítima ao Brasil, mas enfrenta dificuldades. Os familiares relatam excesso de burocracia, demora e falta de informações claras sobre os procedimentos necessários, além da ausência de condições financeiras para arcar com os custos do traslado internacional. O corpo ainda não foi liberado pelas autoridades portuguesas.

"Era uma pessoa íntegra, digna, guerreira, trabalhadora, legalizada no país, inclusive. Estava tudo caminhando muito bem e aconteceu uma tragédia dessa, além de ser um momento muito difícil e delicado em relação ao repatriamento do corpo da minha esposa", disse o marido da brasileira.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que está acompanhando o caso e prestando a assistência consular necessária aos familiares da vítima, por meio dos Consulados-Gerais do Brasil em Faro e em Lisboa. Porém, o órgão afirmou que não divulgará detalhes sobre a assistência oferecida.

"A gente quer fazer o enterro dela aqui junto com a família, e é só isso que a gente quer, porque ela não merecia isso, gente. A Lucinete era trabalhadora. Como que foi acontecer uma coisa dessa? Eu estou aqui sem palavras", desabafou Francisca Freitas, irmã de Lucinete.

G1