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Policial

Acusado de estuprar a própria mãe que respondia em regime domiciliar mata enteada de 14 anos

Marlon Carvalhedo da Rocha, era namorado da mãe da vítima, e possuía uma extensa ficha criminal, inclusive por estupro contra uma criança de 11 anos e até a própria mãe.

Por Redação

24/01/2026 às 08:41

Histórico criminal ignorado: estuprador mata enteada de 14 anos - Reprodução

Histórico criminal ignorado: estuprador mata enteada de 14 anos (Foto: Reprodução)

A decisão da Justiça do Distrito Federal que manteve em liberdade um condenado por estupro voltou ao centro do debate sobre segurança pública após o assassinato de uma adolescente de 14 anos, em Planaltina. O autor do crime, Marlon Carvalhedo da Rocha, namorado da mãe da vítima, possuía uma extensa ficha criminal e estava fora da prisão por força de decisão judicial que lhe concedeu prisão domiciliar.

Levantamento da Rádio Bandeirantes mostra que Marlon foi condenado a oito anos de prisão por estupro de vulnerável, crime cometido em 2019 contra uma criança de 11 anos. Mesmo após a condenação, ele obteve o benefício da saída temporária em 2023 e não retornou ao sistema prisional.

Durante o período em que permaneceu foragido, o criminoso voltou a cometer violência sexual. Segundo as autoridades, ele foi acusado de estuprar a própria mãe, o que resultou em nova prisão. Ainda assim, em fevereiro do ano passado, uma decisão judicial concedeu a ele o direito de cumprir pena em regime domiciliar.

Na decisão, a magistrada responsável afirmou que o condenado já teria direito ao regime aberto. No entanto, como o Distrito Federal não dispõe de casa de albergado — unidade destinada a presos desse regime —, a alternativa adotada foi a prisão domiciliar. A juíza também sustentou que Marlon não poderia ser mantido em unidades do regime semiaberto ou fechado, o que inviabilizaria outra forma de custódia.

Com isso, mesmo após reincidir em crimes sexuais e acumular passagens por outros delitos, Marlon voltou a conviver em sociedade. No último domingo, ele confessou o assassinato da enteada, uma adolescente de 14 anos, com quem vivia havia cerca de seis meses. Após o crime, fugiu do local levando um computador e um telefone celular, mas acabou preso pouco tempo depois.

A ficha criminal inclui ainda registros por roubo e fuga da polícia. Na semana anterior ao assassinato, ele já havia sido flagrado no roubo de um veículo, o que reforça, segundo investigadores, o padrão de reincidência e descumprimento de medidas judiciais.

Band.com

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