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Policial

Caso Orelha: morte de cachorro em SC ganha repercussão nacional e chega ao Senado Federal

Animal morreu após sofrer graves lesões ao ser agredido por um grupo de adolescentes.

Por Milton Jr.

28/01/2026 às 16:09 | Atualizado em 29/01/2026 às 17:37

Cão Orelha (Foto: Reprodução)

A morte do cachorro comunitário de 10 anos, identificado como “Orelha”, ocorrida no último dia 4 de janeiro, causou forte comoção entre os moradores da Praia Brava, em Florianópolis (SC), e ganhou repercussão nacional. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que aponta que o animal teria morrido após ser agredido por um grupo de adolescentes.

Durante as investigações, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos e de seus responsáveis legais. Ao todo, quatro adolescentes foram identificados. Por serem menores de idade, os nomes não foram divulgados. Dois deles, segundo a polícia, estariam atualmente nos Estados Unidos.

Ainda conforme as autoridades, cerca de 20 pessoas foram ouvidas e mais de 72 horas de imagens de câmeras de monitoramento foram analisadas.

De acordo com relatos de moradores, Orelha era um animal dócil, conhecido e cuidado pela comunidade local. A perícia apontou que o cachorro sofreu agressões com objeto sólido na região da cabeça. Devido à gravidade dos ferimentos, o animal precisou ser submetido à eutanásia.

Além de Orelha, outro cachorro, identificado como Caramelo, também foi vítima de maus-tratos em outro episódio, após ter sido lançado ao mar. O animal sobreviveu e acabou sendo adotado pelo delegado da Polícia Civil, Ulisses Gabriel.

Caso ganha destaque no Senado Federal

A repercussão do caso chegou ao Senado Federal, onde parlamentares passaram a cobrar punições mais rigorosas para crimes de maus-tratos contra animais.

O senador Humberto Costa (PT-PE) defendeu o endurecimento da legislação e destacou que o país não pode naturalizar esse tipo de violência.

“É inaceitável que no Brasil ainda se pratiquem maus-tratos contra os animais. Hoje sabemos que eles são seres sencientes, que sofrem e sentem. Precisamos abolir definitivamente essa prática. Apresentei um projeto de lei ampliando as penas para quem pratica maus-tratos, especialmente contra cães e gatos”, afirmou o senador.

Outro parlamentar que comentou o caso foi o senador Fabiano Contarato (PT-ES).

“Confesso que custei a acreditar. Adolescentes de famílias estruturadas agredindo um cão por pura maldade. Um animal dócil, cuidado e amado por toda a comunidade. Orelha não era apenas um cachorro, fazia parte daquele lugar. A lei será cumprida, embora ainda seja muito branda. Que essa dor se transforme em ação e proteção aos animais comunitários”, declarou.

O Caso Orelha segue sob investigação da Polícia Civil.

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