Policial
Administrador de perfil de fofoca é preso por extorquir vítimas
Segundo a Polícia, o suspeito criava perfis em redes sociais para atacar a reputação de mulheres.
Por Redação
20/03/2026 às 06:50 | Atualizado em 20/03/2026 às 07:08
Um homem de 27 anos foi preso suspeito de administrar uma página de fofoca que expôs informações íntimas de moradores do distrito de Lagoa do Mato, em Itatira, no interior do Ceará. A prisão aconteceu na última quarta-feira (18), em Piracicaba, no interior de São Paulo.
As investigações começaram após denúncias feitas por vítimas da página em dezembro de 2025. Na época, moradores relataram que o perfil publicava relatos enviados por terceiros com nomes e informações pessoais, incluindo suposta orientação sexual, traições e ofensas.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema funcionava por meio da criação de perfis em redes sociais usados para atacar a reputação de moradores de Itatira. Após as publicações, os responsáveis entravam em contato com as vítimas e exigiam pagamento em dinheiro para remover os conteúdos.
Conforme os relatos das vítimas, os valores cobrados para apagar as postagens ou revelar a suposta fonte das informações variavam entre R$ 35 e R$ 120.
Dono de página cobrava de R$ 35 a R$ 120 para apagar postagens. — Foto: Reprodução
A Polícia informou que o homem preso é apontado como um dos principais responsáveis pela administração dos perfis, suspeito de praticar extorsão, injúria, difamação e calúnia. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no caso.
Perfis divulgavam ofensas e dados íntimos
Segundo uma das vítimas ouvidas pela TV Verdes Mares na época, mais de 50 pessoas foram expostas e pelo menos 10 registraram boletim de ocorrência. Ela contou ainda que a repercussão das postagens provocou crises de ansiedade em alguns moradores, além de constrangimento em locais públicos, como mercados e praças.
“Eu e várias pessoas fomos vítimas de calúnia, difamação, fomos expostas através de situações vexatórias, apontadas na rua, vítimas de risos e especulações”, afirmou.
De acordo com os relatos, moradores chegaram a ser constrangidos em locais públicos, como mercados e praças, após a disseminação das informações nas redes sociais.
“É uma cidade pequena, as notícias correm. Quem sabe da sua índole não vai jamais lhe questionar, mas muitas pessoas acabam acreditando”, disse a vítima.
G1
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