Menu
Brasil

CNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição máxima a juízes

O texto também prevê regras para juízes que ficam afastados por longos períodos.

Por Redação

04/08/2026 às 15:36

No centro da imagem, o presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin - Divulgação - CNJ

No centro da imagem, o presidente do CNJ e do STF, ministro Edson Fachin (Foto: Divulgação - CNJ)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, por unanimidade, o fim da aposentadoria compulsória como punição máxima para magistrados condenados por faltas disciplinares graves, como venda de sentenças e casos de assédio sexual ou moral.

A decisão acompanha entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que publicou, em junho, um acórdão extinguindo a possibilidade de aplicação da aposentadoria compulsória com remuneração como sanção disciplinar a juízes.

Com a mudança, a aposentadoria compulsória deixa de integrar o rol de penalidades aplicáveis aos magistrados. As sanções passam a ser, em ordem de gravidade:

  • Advertência;
  • Censura;
  • Remoção compulsória – transferência obrigatória para outra comarca ou cidade;
  • Disponibilidade – afastamento temporário das funções, com manutenção do cargo;
  • Disponibilidade com proposta de perda do cargo – afastamento imediato enquanto é concluído o processo que pode resultar na destituição do magistrado;
  • Demissão – punição máxima, que encerra o vínculo com a magistratura e determina a perda da remuneração.

Segundo o CNJ, a alteração fortalece a transparência, a integridade e o rigor na responsabilização de magistrados, além de alinhar as punições aplicadas à categoria às sanções previstas para outros agentes públicos.

Jovem Pan