Clima
Seca se abranda no Nordeste e aumenta no Sul de acordo com atualização do Monitor das Secas
Na comparação entre fevereiro e março, seis estados registraram aumento da área com seca: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo.
Por Redação
04/05/2026 às 15:14 | Atualizado em 04/05/2026 às 15:20
Mapa do Monitor em fevereiro e março de 2026
De acordo com a última atualização do Monitor de Secas, relativa ao mês de março de 2026, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em 19 unidades da Federação: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins. No sentido oposto, a seca se intensificou em março apenas em Santa Catarina. Em quatro unidades da Federação, o fenômeno ficou estável em termos de severidade: Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Rondônia. Acre, Distrito Federal e Espírito Santo se mantiveram livres de seca em março.
Considerando as cinco regiões geopolíticas acompanhadas pelo Monitor de Secas, o Nordeste manteve, em março, o quadro mais severo do fenômeno no País, sendo a única a registrar seca extrema, e o maior percentual de área com registro de seca: 88% da região. Já o Norte teve a condição mais branda do fenômeno em março, com menos de 1% do território com seca moderada. O Centro-Oeste registrou o menor percentual de área com seca: 30%. Entre fevereiro e março, a área com seca aumentou no Norte e no Sul e diminuiu no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste. Quanto à severidade, o fenômeno se abrandou nas 5 Regiões, com os seguintes destaques:
Região Centro-Oeste - Deixou de registrar seca grave, que ainda afetava municípios em Goiás e Mato Grosso do Sul no mês de fevereiro;
Região Nordeste - Redução da seca extrema de 5% para 2% do território, categoria que deixou de ser verificada na Paraíba e em Pernambuco no mês de março;
Região Norte - Redução da área com seca moderada, severidade que, em março, só foi observada em Tocantins;
Região Sudeste - Redução da área com seca grave, categoria que deixou de ser verificada em Minas Gerais no mês de março;
Região Sul - Deixou de registrar seca grave, que ainda afetava municípios no nordeste do Paraná no mês de fevereiro
Na comparação entre fevereiro e março, seis estados registraram aumento da área com seca: Amazonas, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo. No sentido oposto, o Monitor identificou diminuição da área com seca em 12 estados: Alagoas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Em seis unidades da Federação, a área com seca se manteve estável: Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro. Acre, Distrito Federal e Espírito Santo seguiram livres de seca.
Sete unidades da Federação registraram seca em 100% do território em março deste ano: Ceará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina e São Paulo. Nos demais estados com registro do fenômeno, os percentuais variaram de 10% a 93%.
Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de março, seguido por Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Piauí. No total, entre fevereiro e março, a área com o fenômeno diminuiu de 4,6 para 4,2 milhões de km², o equivalente a 49% do território brasileiro.
O Monitor de Secas
O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar o planejamento e a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.
O projeto tem como principal produto o Mapa do Monitor, construído mensalmente a partir da colaboração dos estados integrantes do projeto e de uma rede de instituições parceiras que assumem diferentes papéis na rotina de sua elaboração. Por meio da ferramenta, é possível comparar a evolução das secas nos 26 estados e no Distrito Federal a cada mês vencido. O Monitor de Secas teve início em julho de 2014, começando pela região Nordeste, sendo que o processo de expansão dessa iniciativa, a partir de 2018, foi concluído com a entrada do Amapá no Mapa do Monitor de dezembro de 2023, completando sua cobertura em todo o território nacional.
A metodologia do Monitor de Secas foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.
Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
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