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Brasil bate Escócia na estreia de Neymar e passa em 1º após show de Vini Jr
Com seus gols diante da Escócia, Vini chegou a quatro nesta Copa e se coloca no bolo de protagonistas da competição.
Por Redação
24/06/2026 às 22:13
O Brasil venceu a Escócia com tranquilidade, por 3 a 0, hoje, em Miami, com gols de Vini Jr. (2) e Matheus Cunha. E se o técnico Carlo Ancelotti queria usar o jogo como uma confirmação, dá para sacramentar várias coisas:
A seleção se classificou em primeiro lugar no Grupo C da Copa do Mundo 2026, com sete pontos. Com a mesma pontuação, mas perdendo no saldo, Marrocos ficou em segundo, após vencer o Haiti.
O que ainda precisa ser confirmado é o adversário no próximo jogo. O Brasil volta a atuar na segunda-feira, às 14h, em Houston, contra o segundo colocado do grupo que tem Holanda, Japão e Suécia.
Com seus gols diante da Escócia, Vini chegou a quatro nesta Copa e se coloca no bolo de protagonistas da competição. O terceiro do Brasil foi de Matheus Cunha.
Desde Neymar, em 2014, um jogador da seleção brasileira não fazia quatro gols em uma Copa do Mundo.
E foi justamente nesta partida contra a Escócia que Neymar estreou na Copa 2026, voltando a atuar pela seleção brasileira depois de aproximadamente dois anos e oito meses.
O Brasil fez um jogo equilibrado, consistente e está em evolução, como queria o treinador.
Rayan entrou bem no ataque e foi boa solução para o lugar do machucado Raphinha.
Começou bem demais
Foi a segunda partida com o novo desenho tático, que forma um losango 4-4-2 no meio-campo e libera Vini Jr. e o atacante pela direita — neste caso, Rayan.
O meio-campo fica mais distribuído, como Paquetá na faixa direita, Bruno Guimarães na esquerda e Casemiro centralizado à frente da zaga.
A chave para destravar o jogo foi o trabalho de pressão alta desde lá da frente. Rayan apertou McKenna, travou o passe do zagueiro escocês e isso virou um presentaço para Vini Jr.
Com tranquilidade, o camisa 7 driblou o goleiro e tocou para o gol vazio. O 1 a 0 do Brasil veio aos sete minutos, um prenúncio que o jogo já seria de Vini.
O gol anulado
O lance mais polêmico do primeiro tempo envolveu a anulação de um gol de Vini Jr, aos 22 minutos do primeiro tempo.
Seria outra entregada da zaga escocesa, após Vini Jr. pressionar Hendry, roubar a bola e bater entre as pernas do goleiro. Mas o VAR chamou para checagem. O árbitro mexicano Cesar Ramos concordou com a sugestão de revisão e entendeu que o atacante tinha feito falta no lance.
A seleção reclamou demais. Ancelotti, inclusive.
Não faz muito tempo, na Copa de 2018, a CBF também reclamou de Cesar Ramos por causa do gol da Suíça. Para a seleção da época, houve empurrão no zagueiro Miranda, algo que foi ignorado. A Fifa concordou com a validação do gol.
O efeito da pausa
A pausa para hidratação se juntou à anulação do gol como pontos de alteração do ritmo do jogo. Depois de beber água, a Escócia voltou para o jogo mais ousada e tratou de acionar o expediente com o qual tem mais intimidade: bola aérea.
Os europeus conseguiram algumas jogadas perigosas, mas sem uma finalização concreta.
Aos poucos, o jogo do Brasil voltou aos trilhos: posse de bola com passes curtos e, sem ela, uma pressão firme na saída adversária.
Foi assim que a seleção conseguiu o segundo gol, em uma batalha coletiva que resultou no cruzamento preciso de Bruno Guimarães. Na cabeça de quem? Vini Jr. Decisivo, fez o 2 a 0 já aos 48 minutos do primeiro tempo.
Veio mais no segundo tempo
O primeiro gol do Brasil em um segundo tempo nesta Copa do Mundo veio em uma jogada muito bonita, com troca de passes e mais uma assistência de Bruno Guimarães. O presente da vez foi para Matheus Cunha.
O meia-atacante já tinha feito dos gols contra o Haiti, emplacou mais um agora e voltou a repetir a comemoração de surfista.
O 3 a 0 estava estampado no placar já aos 15 minutos do segundo tempo. Mas a Escócia ainda tentava diminuir em jogadas pelo alto. Até venceu duelos importantes na área, mas Alisson fez uma ótima defesa na chance mais clara.
Antes mesmo da pausa para beber água, Ancelotti já tratou de sacar Casemiro, que estava pendurado, e também Lucas Paquetá. Apostou em Fabinho e Gabriel Martinelli, deixando até um jogador mais agudo para a faixa esquerda do campo.
Neymar em ação
Relacionado pela primeira vez na Copa, Neymar tirou o colete para entrar em campo aos 27 minutos do segundo tempo.
Ele não jogava desde 17 de maio, quando machucou a panturrilha e foi substituído sem querer diante do Coritiba, em uma situação que teve confusão com o quarto árbitro.
Pela seleção, o hiato era muito maior. A última vez que Neymar defendeu o Brasil foi em 17 de outubro de 2023, na derrota para o Uruguai, pelas eliminatórias, quando ele rompeu os ligamentos do joelho esquerdo.
Aos 30 minutos do segundo tempo, a substituição foi processada. Neymar entrou no lugar de Matheus Cunha. O estádio foi à loucura. A atuação do camisa 10 foi discreta, mas deu uma finalização certa e chegou a bater um escanteio que gerou jogada de perigo com Gabriel Magalhães. Para não perder o costume, sofreu falta que gerou amarelo para o escocês Christie.
Endrick e Alex Sandro foram as entradas subsequentes, em um período em que o Brasil até teve chance de ampliar, mas também viu os escoceses tentarem algo na reta final.
Mas ao fim das contas, as confirmações que Ancelotti queria, de imediato, vieram. O Brasil avança para o mata-mata com mais moral do que chegou nesta Copa do Mundo.
Ficha técnica
Escócia 0 x 3 Brasil
Local: Hard Rock Stadium, em Miami (EUA)
Data/Hora: 24/6/2026, às 19h (de Brasília)
Árbitro: Cesar Ramos (MEX)
Assistentes: Alberto Morin e Marco Bisguerra (MEX)
Cartões amarelos: Danilo, Fabinho (BRA); Christie (ESC)
Gols: Vini Jr, 7'/1ºT (0-1); 48'/2ºT (2-0); Matheus Cunha, 15'/2ºT (0-3)
Brasil: Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos (Alex Sandro); Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães e Paquetá (Gabriel Martinelli); Rayan (Endrick), Matheus Cunha (Neymar) e Vini Jr. Técnico: Carlo Ancelotti.
Escócia: Angus Gunn, Nathan Matterson (Ralston), Jack Hendry, Scott McKenna e Andy Robertson (Tierney); Ferguson, McLean e McTominay; McGinn. Gannon-Doak (Christie) e Shankland. Técnico: Steve Clarke.
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