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Esportes

Fifa quer ampliar Mundial de Clubes para 48 times em 2029 após pressão de gigantes europeus, diz jornal

Clubes pressionam pelo aumento visando alta premiação.

Por Redação

26/06/2026 às 11:07 | Atualizado em 26/06/2026 às 11:14

Taça da Copa do Mundo de Clubes - Lucas Chagas

Taça da Copa do Mundo de Clubes (Foto: Lucas Chagas)

O formato do Mundial de Clubes deve ficar ainda mais "encorpado" a partir de sua edição de 2029. De acordo com informações reveladas pelo jornal inglês "The Guardian", a Fifa pretende aumentar o número de integrantes da competição de 32 para 48 equipes.

Para viabilizar a mudança, a entidade máxima do futebol mundial selou uma parceria com a European Football Clubs (EFC), organização presidida por Nasser Al-Khelaifi (mandatário do Paris Saint-Germain) e que representa mais de 700 clubes na Europa.

Essa união indica que as conversas direcionadas à ampliação ganharam força para acontecer já no próximo torneio da competição, que passou a ser realizada em um ciclo de quatro em quatro anos.

Motivo da pressão por mais clubes

Grande parte do interesse em expandir as vagas passa diretamente pelo retorno financeiro astronômico do evento. Como parâmetro de comparação, pelo título conquistado no ano passado na edição inaugural, o Chelsea faturou cerca de 84 milhões de libras, o que equivale a aproximadamente R$ 575 milhões.

Naquela ocasião, os ingleses ficaram com a taça após derrotarem o favorito Paris Saint-Germain pelo placar de 3 a 0, em final disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Mudança nas regras de participantes

A proposta de expansão para 48 participantes viria acompanhada do fim definitivo do limite de dois clubes por país. A regra atual de classificação acabou deixando potências como Liverpool, Barcelona e Napoli — todas campeãs nacionais em seus países — de fora da representação europeia de 12 equipes no Mundial de 2025. Sem essa barreira, abre-se o caminho para uma presença massiva de equipes inglesas bem posicionadas no ranking da Fifa.

A EFC defende ferrenhamente uma maior fatia de participantes da Europa sob o argumento de que o acréscimo de gigantes europeus tornará o Mundial de Clubes consideravelmente mais atraente para a captação de novos patrocinadores comerciais, além de alavancar o interesse de compra de direitos de transmissão por parte das grandes emissoras de TV.

Band.com

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