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Federação alemã rompe com Gianni Infantino e não apoiará reeleição do italiano para presidência da Fifa

O documento descreve várias supostas violações das rígidas normas relativas à neutralidade política do presidente da entidade máxima do futebol.

Por Redação

15/07/2026 às 21:32

 Gianni Infantino, presidente da Fifa - Getty Images

Gianni Infantino, presidente da Fifa (Foto: Getty Images)

A Federação Alemã de Futebol se recusou a assinar uma carta de apoio à reeleição do presidente da FIFA, Gianni Infantino. Essa decisão destaca as crescentes tensões entre os órgãos reguladores do futebol europeu e a organização mundial, agravadas por recentes decisões disciplinares polêmicas e intervenções políticas externas durante torneios internacionais.

Aumenta a divisão em torno da presidência da FIFA

A DFB e seu presidente, Bernd Neuendorf, estão se distanciando cada vez mais do polêmico presidente da FIFA, Infantino. De acordo com uma reportagem do *Bild*, Neuendorf se recusou a assinar um documento de apoio à sua candidatura à reeleição no congresso de 18 de março de 2027, em Rabat.

Um diretor da FIFA teria solicitado assinaturas das 16 nações europeias durante a Copa do Mundo na América do Norte. Confirmando sua postura à SID, a Federação Alemã de Futebol divulgou um comunicado esclarecendo sua posição. “A DFB não assinou uma carta de apoio à reeleição de Gianni Infantino”, afirmou a entidade, acrescentando: “Outras medidas serão discutidas na diretoria da DFB.”

O controverso caso de Folarin Balogun aumenta a tensão

As divergências entre a Federação Alemã de Futebol, a UEFA e a FIFA vieram à tona abertamente após o caso de Folarin Balogun. A UEFA criticou duramente a conduta da FIFA, declarando que um limite inquestionável havia sido ultrapassado. Neuendorf enfatizou à SID que “esse processo não deve ser arquivado”.

A polêmica gira em torno da decisão de permitir que o atacante norte-americano Balogun jogasse nas oitavas de final contra a Bélgica — partida que a seleção perdeu por 4 a 1 —, apesar de ele ter recebido um cartão vermelho na vitória por 2 a 0 sobre a Bósnia-Herzegovina. A comissão disciplinar suspendeu a punição depois que Donald Trump ligou para Infantino pedindo uma revisão, embora tanto a comissão quanto Infantino afirmem veementemente que nenhuma influência externa determinou o resultado final.

Reclamação sobre direitos humanos apresentada ao COI

Apesar da crescente resistência europeia, Infantino continua sendo o favorito esmagador para garantir mais um mandato até 2031, já que várias outras confederações já prometeram seu apoio. No entanto, suas conexões políticas geraram forte reação negativa. A organização de direitos humanos FairSquare apresentou recentemente uma denúncia formal abrangente de 10 páginas ao Comitê Olímpico Internacional contra o presidente da FIFA.

O documento descreve várias supostas violações das rígidas normas relativas à neutralidade política. O foco principal da denúncia é a relação próxima entre Infantino, que atua como membro ativo do COI, e Trump. O desfecho dessa denúncia oficial poderia trazer desafios inesperados para uma campanha de reeleição que, até então, parecia totalmente garantida em toda a comunidade global do futebol.

O que vai acontecer a seguir na política da FIFA?

A diretoria da DFB se reunirá em breve para definir sua estratégia oficial de votação antes do próximo congresso. Enquanto isso, espera-se que os dirigentes da UEFA continuem acompanhando a investigação em andamento do COI sobre Infantino. À medida que a eleição de março de 2027 se aproxima, as federações europeias devem decidir se vão organizar uma oposição coordenada ou aceitar, com relutância, a atual hierarquia de liderança por mais um ciclo de quatro anos.

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