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Irmão de atirador avisou polícia antes de ataque em jantar de Trump e evitou possível tragédia
Professor de 31 anos foi preso, a otivação do crime ainda não foi esclarecida.
Por Redação
27/04/2026 às 09:11 | Atualizado em 27/04/2026 às 09:13
Cole Tomas Allen, suspeito de ataque em jantar de correspondentes da Casa Branca (Imagem: Reprodução / Redes Sociais)
O irmão de Cole Thomas Allen, suspeito de atirar próximo ao salão onde ocorria o Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, ligou para a polícia ainda na noite de ontem para alertá-la, segundo fontes ouvidas pela rede de TV americana CBS News.
O que aconteceu
Alerta de irmão foi feito para a polícia do estado de Connecticut. Isso aconteceu depois que a família recebeu um e-mail escrito por Allen. Ainda não se sabe o que as autoridades de Connecticut fizeram depois de receberem o alerta. O estado fica a aproximadamente 480 km de distância de Washington, local onde estava sendo realizado o jantar.
FBI está investigando cronologia de quando família notificou a polícia. Os agentes querem saber quando os parentes tomaram conhecimento da mensagem e quando as autoridades foram comunicadas, segundo fontes ouvidas pela CNN.
E-mail foi enviado pelo suspeito pouco antes do ataque. "Olá a todos!", iniciou Allen na mensagem. "Então, talvez eu tenha dado uma surpresa a muita gente hoje", completou.
Suspeito também pede desculpas à família. "Peço desculpas aos meus pais por ter dito que tinha uma entrevista sem especificar que era para 'Procurado' (...) Para minimizar as baixas, também usarei chumbo grosso em vez de balas [menor penetração em paredes]", acrescentou.
Espero que eles [autoridades] estejam usando coletes à prova de balas.Cole Thomas Allen, em trecho de e-mail
Tiro, correria e confusão
Trump e autoridades foram retirados do jantar após barulhos de tiros. O salão foi imediatamente esvaziado pela segurança, e as pessoas, orientadas a deixar o local. O vice-presidente J.D. Vance, a primeira-dama, Melania Trump, e o secretário de Estado, Marco Rubio, também saíram em segurança após o som de tiros.
Forças de segurança prenderam Cole Thomas Allen. O rapaz de 31 anos estava com uma escopeta. A arma também foi apreendida por agentes.
Homem tinha como alvo integrantes do governo Trump, segundo a polícia. A informação foi confirmada pelo procurador-geral, Todd Blanche, em entrevista ao programa "Face the Nation". Não foi informado, porém, quem seriam os alvos específicos.
O esquema de segurança na entrada do jantar checava apenas os ingressos. Não havia revista no acesso ao hotel. A polícia local informou que o atirador estava hospedado no edifício.
A organização adiou o jantar anual por até 30 dias. Trump pediu a retomada da cerimônia, que reunia centenas de jornalistas e autoridades, mas a coordenação negou a solicitação por motivos de segurança.
Presidente dos Estados Unidos classificou o ataque como um "momento traumático". Em entrevista na Casa Branca, ele elogiou a ação rápida dos agentes de segurança para conter o atirador no local.
Trump afirmou acreditar que era o principal alvo do criminoso. Ele disse não saber se o caso tem motivação política, mas lembrou que sobreviveu a duas tentativas de assassinato recentes. "Ser presidente é uma profissão perigosa", declarou.
Suspeito terá audiência amanhã
Allen responderá por uso de arma de fogo durante um crime violento e por agredir um agente federal. Ele deve comparecer perante um juiz do tribunal distrital após a acusação formal da promotoria federal. Os crimes foram detalhados pela promotora federal Jeanine Pirro.
Motivação ainda não foi esclarecida. Além disso, suspeito não estaria cooperando ativamente com a investigação, ainda conforme Blanche, que não deu outros detalhes.
Autoridades federais cercaram a casa do suspeito ainda na noite de ontem. Segundo a ABC, os agentes conseguiram entrar na residência pouco antes da meia-noite (horário local) para fazer buscas.
Allen, 31, mora em Torrance, perto de Los Angeles. A identidade do suspeito foi confirmada à rede de televisão americana CNN por duas fontes ligadas à investigação.
O atirador trabalha como professor em meio período na empresa C2 Education há mais de seis anos. A companhia de aulas particulares elegeu Allen como "professor do mês" em dezembro de 2024. No LinkedIn, ele dizia ser professor "por vocação".
Allen se formou em engenharia mecânica pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia em 2017. Ele concluiu mestrado em ciência da computação no ano passado na Universidade Estadual da Califórnia.
O suspeito doou US$ 25 (cerca de R$ 125 na cotação atual) para a campanha de Kamala Harris em outubro de 2024. O dado consta nos registros oficiais da Comissão Eleitoral Federal dos Estados Unidos.
Trump diz ainda que o homem escreveu um manifesto anticristão. "Quando você lê o manifesto dele, vê que ele odeia os cristãos", falou à Fox News, acrescentando que familiares já haviam reclamado do comportamento de Allen à polícia.
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