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EUA exigem que seleção do Congo fique em isolamento antes da Copa do Mundo, por causa do vírus Ebola
Na semana passada, o Congo confirmou um surto de um tipo raro de Ebola conhecido como Bundibugyo, que acredita-se ter sido responsável pela morte de cerca de 130 pessoas e causado quase 600 casos suspeitos.
Por Redação
23/05/2026 às 06:39
Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca, concedeu entrevista à ESPN, e disse que a seleção do Congo terá que ficar em isolamento por 21 dias ou corre o risco de perder a entrada nos Estados Unidos para a Copa do Mundo. A preocupação das autoridades locais se deve ao surto de Ebola.
Giuliani afirmou que os EUA comunicaram à FIFA, à seleção congolesa e ao governo do Congo que a equipe deve manter uma espécie de bolha na Bélgica, onde está treinando atualmente e tem dois amistosos programados.
"Deixamos bem claro para o Congo que eles devem manter a integridade da sua 'bolha' por 21 dias antes de poderem vir para Houston em 11 de junho", disse ele.
"Também deixamos bem claro para o governo do Congo que eles precisam manter essa 'bolha' ou correm o risco de não poderem viajar para os Estados Unidos. Não podemos ser mais claros”.
Giuliani afirmou que os Estados Unidos estão levando a saúde e a segurança da Copa do Mundo extremamente a sério. "Queremos garantir que nada entre ou se aproxime de nossas fronteiras por causa disso", disse ele.
Todos os jogadores do Congo e o técnico francês da equipe, Sébastien Desabre, residem fora do país da África Central, com a maioria deles jogando na França. Alguns membros da comissão técnica que estavam no Congo deixaram o país esta semana.
"Se outras pessoas forem entrar, elas precisam ficar em uma bolha separada da equipe. Se elas vierem e alguma delas apresentar sintomas, estarão colocando em risco a participação de toda a equipe nesta Copa do Mundo", disse Giuliani.
Giuliani acrescentou que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) têm funcionários na Europa monitorando dois médicos americanos que estão em quarentena após terem sido expostos ao Ebola, e que estão discutindo a possibilidade de enviar funcionários à Bélgica para "verificar a situação da equipe".
Na semana passada, o Congo confirmou um surto de um tipo raro de Ebola conhecido como Bundibugyo, que acredita-se ter sido responsável pela morte de cerca de 130 pessoas e causado quase 600 casos suspeitos.
A Organização Mundial da Saúde declarou a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) anunciou esta semana que os EUA proibirão a entrada de todos os estrangeiros que estiveram no Congo, Uganda e Sudão do Sul nas últimas três semanas. A proibição tem duração de 30 dias.
Na quarta-feira, o Congo cancelou um período de treinamento de três dias para a preparação para a Copa do Mundo e uma despedida planejada para os torcedores na capital, Kinshasa.
O Congo tem agendados jogos preparatórios para a Copa do Mundo contra a Dinamarca, em Liége, na Bélgica, no dia 3 de junho, e contra o Chile, no sul da Espanha, no dia 9 de junho.
Os Leopardos foram sorteados para o Grupo K. Eles enfrentam Portugal na estreia, em Houston, no dia 17 de junho, depois jogam contra a Colômbia, em Guadalajara, no México, no dia 23 de junho, antes de enfrentarem o Uzbequistão, em Atlanta, na última partida da fase de grupos, no dia 27 de junho.
ESPN
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