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Ex-ditador da Síria Bashar al-Assad é condenado à morte por crimes contra humanidade

Ex-ditador foi condenado por crimes como homicídio doloso de mais de uma pessoa e tortura com resultado de morte; em 2024, ele fugiu para Moscou.

Por Redação

11/08/2026 às 12:41 | Atualizado em 11/08/2026 às 12:57

Bashar al-Assad: ex-ditador foi condenado à morte - Louai Beshara/AFP

Bashar al-Assad: ex-ditador foi condenado à morte (Foto: Louai Beshara/AFP )

Um tribunal da Síria condenou nesta terça-feira, 11, o ex-ditador Bashar Assad à morte após um julgamento realizado à revelia, no qual Assad foi declarado culpado de crimes cometidos durante os quase 14 anos de guerra civil no país.

Esta é a primeira sentença desse tipo anunciada durante o governo dos líderes transitórios da Síria, que derrubaram Assad em dezembro de 2024 com a promessa de fazer justiça e exigir a prestação de contas pelos crimes cometidos durante seu governo.

Assad fugiu para Moscou quando as forças lideradas por islamistas se aproximavam de Damasco. Aliado do presidente russo, Vladimir Putin, sua extradição é improvável.

Em um tribunal em Damasco, o juiz Fakhr al Din Aryan declarou Assad culpado de assassinato premeditado, homicídio doloso de mais de uma pessoa, homicídio doloso de menores de 15 anos (...), tortura, tortura com resultado de morte e privação de liberdade em múltiplas ocasiões, considerados crimes contra a humanidade e de guerra.

“Portanto, ele é condenado à morte”, acrescentou.

A Síria iniciou em abril julgamentos contra Assad e outros funcionários do governo, realizados presencialmente e à revelia - ou seja, sem a presença dos réus e sem que eles apresentassem defesa -, acusados de atrocidades cometidas durante a guerra civil, que começou após a brutal repressão das antigas autoridades aos protestos pró-democracia.

Mais de 500 mil pessoas morreram e milhões foram deslocadas, enquanto dezenas de milhares desapareceram, muitas delas no violento sistema penitenciário do país.

O tribunal também condenou à morte, à revelia, seis ex-comandantes militares e das forças de segurança, entre eles Maher al-Assad, irmão de Assad, que também fugiu do país.

Entre os condenados estão o ex-ministro da Defesa Fahd al-Freij e o ex-chefe da Diretoria de Inteligência Militar da província de Daraa Louay al-Ali.

O tribunal declarou os funcionários culpados de crimes que incluem assassinato, incitação ao assassinato, tortura com resultado de morte e privação reiterada de liberdade.

O ex-funcionário das forças de segurança Atif Najib - único acusado presente no banco dos réus - também foi condenado à morte por “crimes contra a humanidade” cometidos quando era chefe da segurança política na província de Daraa, epicentro da revolta de 2011 no país.

Najib, primo de Assad e detido em janeiro do ano passado, foi declarado culpado de crimes que incluem assassinato, “homicídio doloso de menores de 15 anos” e “tortura com resultado de morte”.

*Com informações da AFP

Estadão Conteúdo

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