'Não estamos na segunda onda porque nunca saímos da primeira', diz secretário

Daniel Beltrammi afirmou que a taxa de transmissibilidade da doença também cresceu.

Daniel Beltrammi afirmou que a taxa de transmissibilidade da doença também cresceu.

'No Brasil não chegou a isso, porque quando melhorou um pouquinho a situação, as população cansou, as pessoas não aguentaram mais e começaram a descuidar', avaliou.

Daniel Beltrammi afirmou que a taxa de transmissibilidade da doença também cresceu. 'Entre o 16º e o 17º relatório epidemiológico a taxa R foi de 0,98 para 1,04', disse. Embora haja variantes mais transmissíveis do vírus em circulação, como é o caso da cepa sul-africana encontrada pelo Laboratório Central da Paraíba (Lacen-PB), o secretário acredita que o que mais leva a taxa a subir é o descuido da população.

Ele comentou ainda que a maior parte dos pacientes são do sexo masculino, o que reforça a tese de que os homens se descuidam mais e se expõem mais aos riscos da doença. Embora a taxa de letalidade da covid-19 tenha se mantido a mesma, 2,2%, Beltrammi afirmou que houve uma mudança no perfil das vítimas e tem se tornado mais comum a morte de pacientes mais jovens. 'Os pacientes com mais de 80 anos têm uma taxa de letalidade até 13 vezes maior, mas temos visto muitos óbitos em pacientes de 50 a 70 anos'.

A vacinação dos idosos com mais de 80 anos deve ajudar a reduzir a mortalidade, assim como a circulação de variantes. 'Quanto mais pessoas vacinadas, menos chance o vírus tem de multiplicar e de mutar', explicou. Para isso, porém, é preciso que muitas pessoas sejam vacinadas e até lá a população deve manter os cuidados para evitar a doença.

Fonte ClickPB

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