Paraíba
João Pessoa registra em apenas 2 dias quase 70% da média histórica de chuvas para o mês de maio
Diversas cidades também decretaram situação de emergência por causa dos danos provocados pelas chuvas.
Por Redação
04/05/2026 às 11:45
A capital paraibana João Pessoa registrou, em apenas dois dias, quase 70% do volume de chuvas da média histórica do mês de maio. Os dados são da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec-JP) e foram divulgados neste sábado (2) pela prefeitura da cidade.
No estado, as chuvas já afetam mais de 16 mil pessoas desde 1º de maio, segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Duas mortes por choque elétrico foram registradas no interior, e ao menos oito municípios decretaram situação de emergência.
De acordo com a Compdec-JP, em 48 horas, entre a sexta-feira (1°) e o sábado (2) a capital paraibana registrou 196 milímetros de chuvas, volume que representa 69,5% da média histórica do mês de maio, que é de 282 milímetros.
O alto volume de chuvas provocou vários transtornos na capital paraibana. Segundo um boletim divulgado pela Defesa Civil de João Pessoa, neste sábado (2), entre a sexta-feira (1º) e as 16h30 do sábado foram registradas as seguintes ocorrências:
- Sete imóveis foram interditados totalmente e um parcialmente; duas pessoas foram realocadas para casas de familiares;
- Foram registrados dois pequenos deslizamentos de barreiras, nos bairros São José e Cruz das Armas, sem feridos;
- 16 famílias (46 pessoas) da comunidade Engenho Velho foram encaminhadas para abrigo temporário no Ginásio Ivan Cantisani, no bairro Tambiá;
- Uma idosa e seu neto estão em abrigamento institucional;
- Os rios Jaguaribe, na comunidade São Rafael, e Gramame, no Engenho Velho, transbordaram, mas não houve registro de feridos.
Medidas contra os transtornos
Equipes da Defesa Civil Nacional chegam à Paraíba neste domingo (3) para garantir apoio aos municípios atingidos pelas fortes chuvas. Os técnicos vão orientar as prefeituras sobre o reconhecimento federal de situação de emergência, além da solicitação de recursos para assistência humanitária, restabelecimento e reconstrução.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instituiu um gabinete de crise para coordenar a atuação institucional diante dos impactos das fortes chuvas que atingem o estado desde a última sexta-feira (1°). A medida foi anunciada pelo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans, com participação da promotora Cláudia Cabral, coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente.
O gabinete tem como objetivo implementar, com base nas recomendações do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), uma atuação coordenada, articulada e eficiente para o enfrentamento de desastres ambientais e nesse caso das fortes chuvas que atingiram o Estado nas últimas horas e que vêm causando impactos severos sobre a população, infraestrutura urbana e ecossistema locais.
Solidariedade
Foram disponibilizados pela Prefeitura de João Pessoa quatro pontos de arrecadação para doações de roupas e colchões, com o objetivo de apoiar as famílias que ficaram desabrigadas após as fortes chuvas que atingiram a capital e grande parte do estado nos últimos dias.
Os locais de arrecadação são o próprio Centro de Cooperação da Cidade, na Avenida João Cirilo da Silva, no Altiplano; o Centro Cultural Tenente Lucena, em Mangabeira; e os shoppings Mangabeira e Manaíra, com funcionamento das 8h às 17h.
Impacto das chuvas no estado
As chuvas históricas registradas na Paraíba desde 1º de maio já afetam mais de 16 mil pessoas em todo o estado, segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR). A partir deste domingo (3), técnicos da Defesa Civil Nacional passam a atuar no auxílio à reconstrução das áreas atingidas.
Diversas cidades também decretaram situação de emergência por causa dos danos provocados pelas chuvas. Segundo dados divulgados pelo MIDR no sábado (2), dente os afetados, 514 e 624 pessoas estão desalojadas e cerca de 703 pessoas estão desabrigadas.
Bayeux concentra o maior número de atingidos pelas chuvas, com cerca de 12 mil pessoas afetadas. Em seguida aparecem as cidades de Rio Tinto, com 2,4 mil pessoas, e Mamanguape, com aproximadamente 500 pessoas afetadas.
Na cidade de Sapé foram contabilizadas 310 famílias atingidas (cerca de 1.240 pessoas), enquanto Ingá registra mais de 50 famílias impactadas (aproximadamente 200 pessoas). Cabedelo soma 68 pessoas afetadas, e Guarabira tem três pessoas registradas, com dados ainda pendentes da zona rural.
G1
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