Policial
Ex-vereador de cidade na Paraíba é preso após ficar 12 anos foragido por esquema de tráfico de drogas
João Dantas Clementino, é suspeito de participar de uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas, com atuação em oito estados brasileiros.
Por Redação
15/02/2026 às 16:02
O ex-vereador da cidade de São Bento, João Dantas Clementino, que estava foragido há 12 anos pela suspeita de integrar uma organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas, foi preso no último sábado (14) na cidade. As informações foram confirmadas pela Polícia Federal.
De acordo com a PF, o ex-vereador fugiu após a deflagração da Operação Passaguá, em 2014, quando a organização criminosa foi alvo de investigações das autoridades por atuar em oito estados brasileiros. Na época, foram cumpridas ações nas cidades de João Pessoa, Patos e São Bento, ocasião em que foram expedidos 50 mandados de prisão.
O ex-vereador é suspeito de chefiar um dos núcleos da organização criminosa que distribuia as drogas no estado. Em 2015, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) ofereceu denúncia sobre a conduta do ex-vereador e também de outros 55 investigados.
Relembre o caso
Em abril de 2015, o Ministério Público da Paraíba denunciou 56 pessoas acusadas de integrar uma rede interestadual de tráfico de drogas que atuava no Sertão da Paraíba. De acordo com a Polícia Federal, a investigação durou cerca de um ano e meio e resultou no cumprimento de diversos mandados de prisão e de busca e apreensão durante a Operação Passaguá, em dezembro de 2014.
O grupo aliciava vendedores de redes de São Bento para transportar drogas para outros estados. A organização abastecia principalmente Campina Grande e cidades do Sertão paraibano. A maconha vinha de estados como Pernambuco e Bahia, além de rotas que passavam por Foz do Iguaçu (PR) e Mato Grosso do Sul, enquanto a cocaína chegava de São Paulo e do Paraná.
Durante as ações, foram apreendidos 60 mil pés de maconha em Riacho dos Cavalos e mais de 130 quilos da droga escondidos em um caminhão de redes. Um dos núcleos da quadrilha funcionava em Campina Grande e coordenava a distribuição em vários bairros da cidade, mantendo ligação com grupos de São Bento, Foz do Iguaçu e São Paulo.
Segundo o MP, a organização atuava de forma estruturada e permanente, utilizando estratégias para dificultar a ação policial, como esconder drogas em cargas, adaptar veículos com compartimentos secretos, usar contas bancárias de terceiros e empregar linguagem codificada nas comunicações.
Na época, as autoridades concluíram que se tratava de um esquema organizado voltado ao lucro com o tráfico de drogas, com ramificações em diversos estados do Nordeste e do país.
G1
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