Opinião
Tadeu Gomes
A 17 dias da eleição, Lula tenta comprar votos com aumento do Bolsa Família
Modus operandi do presidente é o mesmo adotado em todos os pleitos anteriores. Agora ele vai alegar que se outro nome vencer a eleição, acabará com o benefício.
Por Tadeu Gomes • Política e cotidiano
17/09/2026 às 12:03 | Atualizado em 17/09/2026 às 12:05
Faltando apenas 17 dias para o primeiro turno da eleição presidencial, Lula (PT) deu um último tiro rumo à tentativa de reeleição: o aumento do Bolsa Família. O reajuste de 15% foi anunciado pelo petista nesta quinta-feira (17) com previsão de ser efetuado já em 19 de outubro.
Com a medida, o benefício passará de R$ 600 para R$ 691.
É, no mínimo curioso, que o presidente lance esse aumento a pouco tempo do pleito, mas, em se tratando de Lula e companhia, nada mais é estranho. Desde o primeiro mandato dele, em 2003, que tem usado esse programa para conseguir votos do povo sofrido, principalmente do Nordeste.
O impacto estimado será de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de aproximadamente R$ 22 bilhões em 2027.
O governo justifica o aumento como uma recomposição do poder de compra das famílias beneficiárias. Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, o reajuste corresponde à inflação acumulada medida pelo INPC desde a criação do atual formato do programa, em 2023.
Na reta final da campanha agora, o petista usará a desculpa de que os outros candidatos - principalmente Flávio Bolsonaro, possível concorrente dele no segundo turno - poderão acabar com o programa se vencerem, causando assim medo nos eleitores dependentes do Bolsa Família.
Esse é o modus operandi de projeto de poder do atual presidente.
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