Diretora do hospital de Bonsucesso alertou para risco de tragédia

O caso será investigado pela Polícia Federal.

O Ministério da Saúde marcou reunião interna nesta quarta-feira (28) para discutir o incêndio no Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio, que vitimou 3 pacientes, sendo que o governo federal já havia sido alertado para os riscos com superaquecimento do transformador da subestação do local.

Um homem de 39 anos foi a terceira vítima, de acordo com funcionários do Ministério da Saúde. Ele havia sido retirado do hospital, estava entubado em uma ambulância e não resistiu. As outras duas vítimas, uma mulher de 42 e outra de 83 anos, estavam com coronavírus, dificuldade respiratória, e não sobreviveram.

Em ofício, ao qual a CNN teve acesso, a diretora do hospital, Cristiane Rose Jourdan, apela ao Ministério por uma atitude urgente, diante do que ela classificou de possíveis "consequências catastróficas". O problema era o transformador do hospital, que vinha registrando superaquecimento de 148,5 graus Celsius. O documento é de agosto do ano passado. E chama atenção para o alto risco de explosão, de inoperância do sistema elétrico e até morte de operadores. Não há informações de que alguma medida tenha sido tomada.

No texto, a diretora alerta para as responsabilidades da União, que faz a gestão do hospital. "Lembro que o risco de qualquer trágico acontecimento levará o Estado, no caso a União, a responder omissão específica com grandes prejuízos ao patrimônio público e por danos causados por não se mobilizar e evitar o dano já conhecido", afirma.

Em nota, o ministério da Saúde afirmou que "a pasta se solidariza com as famílias e não vai medir esforços para garantir a segurança e saúde dos pacientes, profissionais de saúde e funcionários da instituição".

O caso será investigado pela Polícia Federal.

Fonte CnnBrasil

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