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Antissemitismo: casos de ódio contra judeus são registrados no Rio de Janeiro em plena semana da Páscoa
Casos foram registrados em plena semana Pessach (Páscoa) data que comemora a libertação dos hebreus povo ancestral dos judeus da escravidão no Egito.
Por Redação
05/04/2026 às 08:53 | Atualizado em 05/04/2026 às 08:57
Bar colocou placa antissemita Foto: Reprodução
Em plena semana de Pessach, período em que os judeus celebram a libertação dos hebreus da escravidão no Egito, dois casos de intolerância chegaram à Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj). Um dos episódios ocorreu ontem na loja Delly Gil, na Cobal do Leblon, onde uma cliente contou ter perguntado por que não tinha matzá, um pão plano e crocante, sem fermento, muito consumido nesses dias. Segundo ela, um funcionário respondeu em voz alta que não comprava mais produtos judaicos porque estava “cansado dos judeus”.
A vítima afirmou que procurou a gerente da loja, que pediu desculpas. Polícia Civil intercepta utilitário usado em furtos de motos na Zona Sul. Governador interino do Rio quer fazer mudanças, mas não consegue atrair nomes de peso. Procurada, a delicatessen não atendeu às ligações, mas publicou uma nota oficial no Instagram, lamentando o episódio. O caso repercutiu nas redes sociais, provocou revolta na comunidade e deu origem a uma campanha de boicote ao estabelecimento. A Fierj informou que notificou extrajudicialmente a loja, com prazo de 3 dias, para que a empresa apresente manifestação formal sobre os fatos.
Segundo a federação, um representante da entidade acompanhará a vítima à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) para fazer o registro na segunda-feira. — Não são casos isolados. Ambos aconteceram em regiões distintas do Rio e no período de Pessach. Críticas às guerras são legítimas, mas não é isso que essas ações representam — disse Bruno Feigelson, presidente da Fierj, referindo-se à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Em plena semana de Pessach, período em que os judeus celebram a libertação dos hebreus da escravidão no Egito, dois casos de intolerância chegaram à Federação Israelita do Rio de Janeiro (Fierj). Um dos episódios ocorreu ontem na loja Delly Gil, na Cobal do Leblon, onde uma cliente contou ter perguntado por que não tinha matzá, um pão plano e crocante, sem fermento, muito consumido nesses dias. Segundo ela, um funcionário respondeu em voz alta que não comprava mais produtos judaicos porque estava “cansado dos judeus”.
A vítima afirmou que procurou a gerente da loja, que pediu desculpas. Polícia Civil intercepta utilitário usado em furtos de motos na Zona Sul. Governador interino do Rio quer fazer mudanças, mas não consegue atrair nomes de peso. Procurada, a delicatessen não atendeu às ligações, mas publicou uma nota oficial no Instagram, lamentando o episódio. O caso repercutiu nas redes sociais, provocou revolta na comunidade e deu origem a uma campanha de boicote ao estabelecimento. A Fierj informou que notificou extrajudicialmente a loja, com prazo de 3 dias, para que a empresa apresente manifestação formal sobre os fatos.
Segundo a federação, um representante da entidade acompanhará a vítima à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) para fazer o registro na segunda-feira. — Não são casos isolados. Ambos aconteceram em regiões distintas do Rio e no período de Pessach. Críticas às guerras são legítimas, mas não é isso que essas ações representam — disse Bruno Feigelson, presidente da Fierj, referindo-se à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Diário do Estado
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