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Esportes

Corinthians negocia com plataforma de conteúdo adulto como possível nova patrocinadora e gera polêmica

Segundo apurou a ESPN, o contrato com a Fatal Fans giraria na casa dos R$ 18 milhões.

Por Redação

03/06/2026 às 11:06

O Corinthians tem negociações avançadas com a plataforma de conteúdo pago Fatal Fans para fechar patrocínio que atende a diversas modalidades. O acordo contemplaria o uso do dinheiro para o futebol masculino, feminino, basquete e futsal.

Segundo apurou a ESPN, o contrato giraria na casa dos R$ 18 milhões e a empresa estamparia, principalmente, a barra esquerda do calção do time masculino de futebol, o que representaria mais de 100% de valorização do espaço. A marca ainda teria as costas da camisa do time de basquete e um espaço também no uniforme do futsal.

Mas essa negociação vem gerando bastante polêmica dentro do Parque São Jorge nas últimas semanas. A Fatal Fans é um produto da Fatal Models, empresa de anúncio de acompanhantes. O ramo de atividade da empresa gerou insegurança no presidente Osmar Stábile e em alguns pares. O receio é a repercussão negativa interna e externa.

Interna porque o presidente vive momento político complicado e teme que isso possa ser usado contra ele no Conselho e externa porque a polêmica pode atingir as torcedoras e outros patrocinadores.

Os defensores da parceria dentro do clube colheram posições favoráveis de vários departamentos envolvidos, como o marketing e o jurídico. O compliance do clube também não apontou nenhuma irregularidade. Lideranças do time feminino foram ouvidas, bem como representantes de coletivos femininos ligados a arquibancada. Segundo a apuração, o retorno das conversas foi favorável ao contrato.

O produto divulgado, Fatal Fans, é uma plataforma para criadores que produzem conteúdos exclusivos e pagos, e que concorre com outras como OnlyFans e Privacy. O uniforme do futebol feminino, entretanto, não receberia essa marca.

O espaço no uniforme delas seria utilizado para campanhas de cunho social e de defesa das mulheres, como o #RespeitaAsMina, identificado com o time feminino alvinegro. Ainda assim, parte do valor do patrocínio iria para o time das ‘Brabas’. A empresa ainda patrocinaria e organizaria palestras sobre temas como educação sexual, combate ao assédio e outros.

Além disso, o clube se protegeu em contrato e proibiu qualquer associação do patrocínio com o produto principal da Fatal Models, além de recomendar uma adequação da logomarca para não existir qualquer correlação com erotismo ou sensualidade.

Apesar da polêmica sobre a repercussão, a negociação ganhou apoiadores pelo fato de representar um alto investimento em modalidades que sofrem para se manter dentro do clube. Do valor total, cerca de R$ 5 milhões iria para o futebol feminino, R$ 4 milhões para o basquete e até R$ 2 milhões para o futsal. Isso é bastante acima do que os departamentos costumam arrecadar e significaria um fôlego importante para a manutenção dessas modalidades. O basquete, por exemplo, semifinalista pela primeira vez do NBB, correu o risco de ser extinto em 2026.

O presidente Osmar Stábile ainda não tomou a decisão sobre a assinatura do contrato. Inicialmente reticente ao projeto, ele hoje já se mostra mais flexível e entende a importância do dinheiro, mas calcula os riscos políticos do movimento.

ESPN

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