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Esportes

Brasil deslancha com reservas e goleia Panamá por 6x2

Os gols foram marcados por Vini Jr e Casemiro — na leva do primeiro tempo. No segundo, Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos transformaram o jogo em goleada.

Por Redação

01/06/2026 às 07:50 | Atualizado em 01/06/2026 às 07:51

A seleção brasileira se despediu do Brasil embalada por uma goleada por 6 a 2, hoje, sobre o Panamá, no amistoso disputado no Maracanã.

Os gols foram marcados por Vini Jr e Casemiro — na leva do primeiro tempo. No segundo, Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos transformaram o jogo em goleada.

Os gols panamenhos foram de Murillo e Harvey. O primeiro, em uma jogada de azar para o Brasil, já que a bola desviou na barreira e tirou Alisson do lance.

Mais do que o resultado, si, a torcida que embalou a seleção pôde ver jogadores que saíram do banco e tem potencial de dar um molho diferente ao time de Ancelotti. Tem gente pedindo passagem.

O técnico da seleção fez questão que todos os jogadores de linha disponíveis atuassem. Logo no intervalo, fez dez substituições, o que ajudou a mudar a cara do Brasil na etapa final.

A goleada diante de um time mais fraco é importante, mas o jogo deixa algumas questões para Ancelotti resolver, pensando no time titular. A atuação do primeiro tempo passou longe de ser empolgante, apesar do 2 a 1 na saída para o intervalo.

A delegação brasileira embarca amanhã à noite para os Estados Unidos. E o próximo compromisso do Brasil é no sábado, em Cleveland: o amistoso contra o Egito. A estreia na Copa é contra o Marrocos, dia 13, em Nova Jersey.

Vini Jr. a mil

No estádio em que se sente tão bem, diante de 72 mil presentes, Vini Jr. começou a mil por hora. O homem tava on fire.

Com cerca de 50 segundos de jogo, já partiu para cima da marcação na faixa central do ataque e acertou um chutaço. Golaço, que já fez o Maracanã vir abaixo.

O desenho do Brasil

O Brasil colheu os frutos de um início bem acelerado. Vini começou atuando bem aberto pela esquerda quando o Brasil recuperava a posse.

Sem bola, partia para o meio, formando o 4-4-2 que tinha ele e Raphinha como homens mais adiantados. Matheus Cunha fez a recomposição pela esquerda.

Apesar de levar o gol muito rápido, o Panamá aos poucos conseguiu se acomodar melhor no jogo. O time visitante teve espaço para trabalhar a bola no ataque e conseguiu até girar a bola bastante.

Mas o gol de empate apareceu em um lance fortuito, de azar para o lado brasileiro. Ainda eram 13 minutos do primeiro tempo quando Murillo bateu falta de média distância, a bola desviou em Cunha e matou Alisson. 1 a 1.

Uma minoria da torcida brasileira, no setor Sul, achou que o goleiro falhou e chegou a vaiar o goleiro nos instantes seguintes. A galera dessa mesma área, onde costumam ficar os torcedores rivais do Flamengo, tinha vaiado Léo Pereira pouco antes, após uma perda de bola perigosa.

Vai engrenar?

O Brasil entrou em uma fase estranha no jogo. Acelerava demais, tentando verticalizar o jogo com os velocistas da frente. Raphinha teve duas oportunidades, perdeu ambas. Luiz Henrique ficou mais sumido, sem dar aquela injeção de gás de quando entrou no segundo tempo de jogos recentes pelo Brasil.

Wesley tentou dar profundidade, fazendo ultrapassagens pela direita. Mas a chave do jogo estava mesmo na esquerda, com Vini Jr.

Depois de uma jogada individual na ponta, ele trouxe para o meio e bateu cruzado. No meio do caminho, tinha a cabeça de Casemiro, que desviou levemente para o gol.

No campo, a arbitragem chegou a marcar impedimento. Mas o VAR confirmou que o pé do defensor dava condição. O gol aos 38 do capitão brasileiro no jogo foi validado.

Oi, boa noite, teve gol do Rayan

Ancelotti avisou e cumpriu: mudou o time todo, praticamente para a volta do segundo tempo. Só Léo Pereira ficou em campo o tempo todo, porque dois zagueiros da seleção estavam na final da Champions League e não se apresentaram ainda.

Mas da galera que formou o segundo pelotão da seleção, quem caiu nas graças de vez foi outro que conhece bem o Rio de Janeiro: Rayan.

A torcida puxou o coro: "Oi, boa noite, será que vai ter gol do Rayan hoje?". Teve. E de um jeito muito bonito. Ele aproveitou o erro de passe do goleiro na saída de bola, recuperou na ponta direita e, mesmo à distância, acertou um chute que encobriu Mosquera, fazendo 3 a 1 aos 8 minutos do segundo tempo.

Virou goleada

A dinâmica com o novo time do segundo tempo ficou explícita na construção do quarto gol do Brasil, em jogada coletiva. O corta-luz de Danilo (Santos, o volante) deixou a bola na pinta para Paquetá acertar um belo chute de fora da área.

Quatro minutos depois, ainda aos 17 da etapa final, veio o quinto gol. Igor Thiago sofreu pênalti ao ser derrubado pelo goleiro. Ele mesmo bateu e saiu para o abraço. Foi o segundo gol dele pela seleção, ambos de pênalti.

Para além dos gols, o Brasil com os reservas mostrou mais controle do meio-campo. Paquetá foi quem ocupou a vaga de Matheus Cunha e é um especialista da posição. Tem também como característica trabalhar melhor o jogo pelo meio, sem verticalizar tanto, como o camisa 9 fez na etapa inicial. Sem a bola, quando não era Paquetá aberto pela esquerda, o Brasil tinha Danilo Santos.

O Brasil não parou por aí. De novo Paquetá e Danilo se entendendo bem. Só que no sexto gol, foi o volante do Botafogo quem marcou (assim como fizera contra a Croácia).

O Panamá, apesar de frágil, mostrou que não abandonou completamente o jogo após tantas substituições também do seu lado. Harvey fez o segundo panamenho, já aos 38 minutos, com um belo chute, sem chance para Ederson.

Ao fim, com alguns sustos, acabou sendo a festa, com placar elástico, que a seleção queria para pegar embalo rumo à Copa do Mundo.

Quem não passou esquecido foi Neyar. Coma goleada da seleção já definida, o Maracanã gritou: "Olê, olê, olá, Neymar, Neymar". Recado para o futuro, após a recuperação do jogador que está com lesão grau 2 na panturrilha direita e viu o jogo do estádio.

Ficha técnica

Brasil 6 x 2 Panamá

Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

Data/Hora: 31/5/2026, às 18h30

Árbitro: Daniel Schlager (ALE)

Assistentes: Sven Waschitzki-Günther (ALE) e Lasse Koslowski (ALE)

Gols: Vini Jr, 1'/1ºT (1-0); Murillo, 13'/1ºT (1-1); Casemiro, 38'/1ºT (2-1); Rayan, 8'2ºT (3-1); Paquetá, 14'/2ºT (4-1); Igor Thiago, 17'/2ºT (5-1); Danilo Santos, 35'/2ºT (6-1); Harvey, 38'/2ºT (6-2)

Brasil: Alisson (Ederson), Wesley (Ibañez), Bremer (Danilo), Léo Pereira e Alex Sandro (Douglas Santos); Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo); Luiz Henrique (Rayan), Matheus Cunha (Paquetá), Raphinha (Endrick) e Vini Jr (Igor Thiago). Técnico: Carlo Ancelotti.

Panamá: Mosquera, Murillo (Iván Anderson), Escobar, Córdoba e Andrés Andrade (Miller); Harvey (Griffith), Blackman (Kadir), José Rodríguez, Bárcenas (Davis) e Ismael Díaz (Cristian Martínez); Waterman (Fajardo). Técnico: Thomas Christiansen.

Uol

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