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Esportes

Vitória da Argentina tira árbitro brasileiro da final da Copa do Mundo

O regulamento da competição não exclui árbitros da mesma confederação continental dos países envolvidos na partida. A questão para a Fifa é a rivalidade entre brasileiros e argentinos.

Por Redação

15/07/2026 às 21:53 | Atualizado em 15/07/2026 às 21:54

Wilton Pereira Sampaio, árbitro brasileiro - Tom Weller/picture alliance via Getty Images

Wilton Pereira Sampaio, árbitro brasileiro (Foto: Tom Weller/picture alliance via Getty Images)

O árbitro brasileiro Wilton Pereira Sampaio não tem mais chances de apitar a final da Copa do Mundo, neste domingo, entre Argentina e Espanha.

O regulamento da competição não exclui árbitros da mesma confederação continental dos países envolvidos na partida, o que manteria as chances de Wilton, mas a Fifa (Federação Internacional de Futebol) quer evitar na decisão um árbitro da Conmebol, entidade que comanda o futebol sul-americano, para evitar desgastes.

A questão para a Fifa é a rivalidade entre brasileiros e argentinos.

A situação a ser evitada, no entanto, já ocorreu antes. Na final do Mundial de 1986, vencida pela Argentina contra a Alemanha, o árbitro foi o brasileiro Romualdo Arppi Filho.

Mas a Fifa entende que, hoje, o cenário é mais delicado, com problemas entre as duas seleções nos últimos anos e que poderiam provocar reclamações dos atuais campeões mundiais.

Com isso, Wilton passa a ser favorito para comandar França x Inglaterra pela decisão do terceiro lugar, sábado, em Miami.

A decisão deve ser comunicada aos árbitros nesta quinta-feira pelo presidente do Comitê de Árbitros da Fifa, o italiano Pierluigi Colina.

O favorito para apitar a final é Alireza Faghani, que apitou a final do Mundial de Clubes de 2025 e três jogos nesta Copa do Mundo.

A entidade entende que Faghani seria uma escolha neutra e agradaria aos finalistas.

O que pesa contra Faghani é que, apesar de ser vinculado à Federação Australiana de Futebol, ele é iraniano, país que está em guerra com os Estados Unidos.

A política internacional tem influenciado várias decisões da Fifa, cujo presidente, Gianni Infantino, tem sido alvo de críticas pela relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Caso a nacionalidade impeça o iraniano de comandar a final, o esloveno Slavko Vincic passa a ser o nome mais forte para domingo.

O polonês Szymon Marciniak, que apitou a final entre França e Argentina em 2022, segue prestigiado com Colina, mas nunca um árbitro comandou duas finais da Copa, o que reduz as chances do polonês.

GE