Esportes
Fifa faturou mais de R$ 76 bilhões com a Copa do Mundo de 2026
A Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, México e Canadá foi a mais lucrativa da história.
Por Redação
22/07/2026 às 07:54 | Atualizado em 22/07/2026 às 07:55
A Copa do Mundo de 2026 encerrou seu ciclo com um desempenho financeiro acima das expectativas da FIFA. O presidente da entidade, Gianni Infantino, revelou que o torneio ultrapassou a marca de 15 bilhões de dólares o equivalente a mais de 76 bilhões de reais em receitas, resultado significativamente superior à previsão inicial de US$ 11 bilhões.
O anúncio foi feito durante uma reunião com membros da FIFA realizada no hotel Waldorf Astoria, em Nova York, na véspera da decisão entre Espanha e Argentina.
Segundo informações de bastidores, uma das principais responsáveis pelo crescimento das receitas foi a área de hospitalidade. A comercialização de pacotes premium e a movimentação do mercado oficial de revenda de ingressos ampliaram a arrecadação da entidade, que retém uma comissão de 30% sobre as transações realizadas nessa plataforma.
Inicialmente, a expectativa da FIFA era arrecadar cerca de US$ 3 bilhões apenas com ingressos e hospitalidade. O resultado final, no entanto, ficou acima dessa projeção, impulsionado pela alta demanda registrada ao longo do torneio. Os preços dos ingressos variaram entre US$ 60 na categoria mais acessível da fase de grupos e US$ 32.970 para os assentos mais exclusivos da final.
O modelo de comercialização, entretanto, também passou a ser alvo de questionamentos. Procuradores-gerais dos estados de Nova Jersey, Nova York, Califórnia e Texas abriram investigações para analisar práticas relacionadas à venda de ingressos, incluindo a adoção de preços dinâmicos e a criação da categoria “1 Frontal”, destinada às primeiras fileiras com valores superiores aos demais setores.
Além do balanço financeiro da Copa do Mundo, Infantino destacou que parte da receita obtida será destinada às associações nacionais filiadas à FIFA. A entidade mantém programas de distribuição de recursos para o desenvolvimento do futebol, embora os relatórios detalhados sobre a utilização dessas verbas pelas federações não sejam divulgados publicamente.
Durante a reunião, a FIFA também informou que a primeira edição da Copa do Mundo de Clubes no novo formato, realizada em 2025 nos Estados Unidos, gerou US$ 2 bilhões em receitas. O desempenho reforça os planos da entidade de ampliar a competição para 48 clubes nas próximas edições.
No horizonte da FIFA também está a discussão sobre uma nova expansão da Copa do Mundo. Após a estreia do formato com 48 seleções em 2026, dirigentes voltaram a debater a possibilidade de o Mundial de 2030 reunir 64 equipes.
Os Estados Unidos seguem no centro dos planos da FIFA para os próximos anos. Internamente, o país é apontado como um dos candidatos para receber novamente a Copa do Mundo de Clubes de 2029 e também desponta entre os interessados em sediar, de forma isolada, a Copa do Mundo de 2038.
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