Esportes
Fifa desiste de vender ações da Copa do Mundo após crise com Confederações e ameaça de boicote
Projeto recebeu fortes críticas e boicote da UEFA e da Concacaf.
Por Redação
31/07/2026 às 21:56 | Atualizado em 31/07/2026 às 21:59
Gianni Infantino, presidente da Fifa, discursa em encontro com Donald Trump (Foto: Evan Vucci TPX IMAGES OF THE DAY/REUTERS)
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, desistiu do plano de vender parte das ações da Copa do Mundo a investidores privados, três dias após o projeto vir à tona. A desistência foi anunciada na noite desta sexta-feira, em nota publicada pela entidade que comanda o futebol.
- Como dissemos desde o início, fazer isso apenas se a maioria das Associações Membro da FIFA apoiasse e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as partes interessadas em geral - diz trecho da nota de Infantino.
- Como dissemos desde o início, fazer isso apenas se a maioria das Associações Membro da FIFA apoiasse e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as partes interessadas em geral - diz trecho da nota de Infantino.
- Tendo ouvido atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar - completou.
Na última terça-feira, a Fifa anunciou que pretendia criar uma empresa para fazer a operação de suas principais competições, entre elas a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo da entidade era vender participações minoritárias nesta nova empresa, com expectativa de arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões).
O plano precisaria ser aprovado pelas 211 associações que fazem parte da Fifa, uma de cada país filiado à entidade, com prazo até 19 de setembro para os membros se manifestarem. Mas rapidamente posicionamentos contrários surgiram.
A Uefa foi a primeira a se manifestar, com as críticas mais contundentes: a entidade europeia afirmou que seus 55 representantes boicotariam competições futuras promovidas pela Fifa. A Concacaf, que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também reprovaram a medida em notas oficiais.
As posições contrárias das três entidades se tornaram ameaça concreta à aprovação do projeto. As outras três confederações continentais - da África, Oceania e América do Sul - não se manifestaram publicamente, apenas marcaram reuniões para debater o caso com seus filiados - a Conmebol foi a última a se pronunciar, apenas nesta sexta, horas antes de Infantino desistir do projeto.
GE
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