Menu
Esportes

Confederações estudam impeachment para derrubar o presidente da Fifa

Movimento ganhou força após crises recentes na entidade e pode provocar uma situação inédita nos 122 anos da organização.

Por Redação

21/08/2026 às 14:44

Gianni Infantino, presidente da Fifa - REUTERS/Eloisa Sanchez

Gianni Infantino, presidente da Fifa (Foto: REUTERS/Eloisa Sanchez)

A permanência de Gianni Infantino na presidência da Fifa enfrenta uma nova ameaça. Confederações continentais estudam criar uma moção de desconfiança, mecanismo semelhante a um impeachment, para tentar afastar o dirigente do comando da entidade.

A movimentação ocorre após a crise provocada pela Fifa Forward Enterprise (FFE), projeto que previa a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo e não avançou como planejado.

Segundo fontes próximas às discussões ouvidas pela Reuters, dirigentes enxergam a moção como uma das poucas alternativas disponíveis diante do atual cenário na Fifa.

"Não há saída. Ou ele segue o caminho pacífico e decide não se candidatar em março, ou segue o caminho difícil", afirmou uma fonte, sob condição de anonimato, à agência.

Caso avance, o processo abrirá um precedente na história da entidade. A Fifa nunca enfrentou uma moção deste tipo em seus 122 anos de existência.

Como funcionaria o impeachment de Infantino

O estatuto da Fifa estabelece que uma moção de desconfiança depende primeiro da convocação de um Congresso Extraordinário.

Para isso, pelo menos 20% das 211 associações filiadas precisam apresentar um pedido por escrito ao Conselho da Fifa. Na prática, são necessárias manifestações de 43 países.

Se esse número for alcançado, o Congresso terá de ser convocado em até três meses. Cada associação presente terá direito a um voto. Não será permitida participação por procuração ou carta.

O estatuto detalha as regras para eleições presidenciais, mas não determina especificamente quantos votos seriam necessários para aprovar uma moção de desconfiança.

Na ausência de uma regra própria, o documento prevê que decisões sejam tomadas por maioria simples dos votos válidos.

Crises aumentam pressão sobre presidente da Fifa

O desgaste em torno de Infantino não se limita ao projeto da FFE.

A demissão de Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, após críticas ao plano também ampliou a insatisfação entre dirigentes.

Federações passaram ainda a retirar apoio a uma nova candidatura de Infantino. Israel, Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda estão entre as que já se manifestaram contra a permanência do dirigente no comando.

Segundo as informações, Uefa, AFC e Concacaf, responsáveis por representar associações nacionais em suas regiões, avaliam agora se levam adiante a moção de desconfiança.

O avanço do movimento dependerá da capacidade dessas entidades de reunir o apoio necessário para forçar a realização do Congresso Extraordinário.

*Com Agência Estado

Band.com

Tópicos