Nicole D’Lamarck quer ser a primeira deputada trans da Paraíba

Antes de Nicole, a Paraíba teve outra transexual na política, lutando para conquistar um espaço de poder

Nicole D’Lamarck, de 38 anos, quer ser a primeira mulher trans a ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) pelo PSDB. Candidata a deputada estadual, atualmente Nicole é secretária de Diversidade Humana do partido tucano e nestes últimos anos vem construindo propostas importantes e urgentes para a comunidade LGBTQIA+.

“Entrar no Parlamento estadual, além de ser histórico, será importante para conquistarmos espaços e podermos lutar e trabalhar pela igualdade de gênero e o combate a intolerância religiosa. Por isso, estamos colocando o nosso nome à disposição dos paraibanos nas eleições desse ano”, revela Nicole.

Além dessas principais causas, a candidata quer ampliar suas proposituras. “Desde cedo, procuro despertar nessas mulheres, a força que elas têm. Incentivá-las, motivá-las a não terem medo do preconceito e criar espaços dignos e democráticos para todas”, disse.

Antes de Nicole, a Paraíba teve outra transexual na política, lutando para conquistar um espaço de poder. Fernanda Bevenuty, que faleceu em 2015, tentou um espaço na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) e também concorreu uma vaga na ALPB. Apesar de ter tido um ótimo desempenho nas urnas, Bevenuty não conseguiu ser eleita. “Mas a luta continua e Fernanda sempre foi guerreira como eu. Teria sido um marco se ela tivesse sido eleita, muitas portas se abririam para todas nós”, reconhece.

Apesar de disputar a primeira eleição, Nicole diz que está segura das responsabilidades do cargo e saberá guiar as ideias através das próprias experiências. “Como mulher negra, trans, de família humilde e praticante das religiões tradicionais africanas, eu entendo muito bem o que é o preconceito, o racismo, a segregação e a falta de oportunidades para nós. Tudo isso eu passei na pele”, enfatizou.

Nicole aceitou o convite do PSDB porque acredita que, se eleita como parlamentar trans, vai impulsionar e encorajar mais pessoas que abrangem a comunidade LGBTQIA+, a lutar por políticas públicas de apoio as identidades de gênero. “Nós, LGBTQIA+ temos que nos fortalecer e mostrar para a sociedade que somos habilitadas, capacitadas e qualificadas para assumir qualquer cargo político” destaca.

 

Portal Correio

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