Central de Transplantes tem melhor desempenho dos últimos vinte anos na PB

De acordo com o levantamento, este ano a Central já registrou no Estado a retirada de 58 órgãos.

A Central Estadual de Transplantes tem realizado, nos últimos dois anos, importantes conquistas. Em 2019 a Central saiu de pior desempenho nacional, nos quesitos doação e transplantes de órgãos, para figurar entre os estados brasileiros que mais se desenvolveu no assunto. Enquanto em 2018, a Paraíba teve sete doadores efetivos, em 2019, esse número saltou para 22 doadores efetivos.

Também foi no ano de 2019 que o estado retomou a realização de transplantes de coração, após uma década ausente.

Em 2020, a Paraíba ganhou o prêmio nacional “Destaque na Promoção da Doação de Órgãos e Tecidos no Brasil”, do Ministério da Saúde, como o estado que mais cresceu em doação de órgãos e transplantes no país.

Já em 2021, o estado vem conquistando outros recordes. Dados consolidados até o dia 18 de novembro apontam que 244 transplantes foram realizados este ano. O número representa o melhor desempenho da Paraíba nos últimos vinte anos. Já são 209 transplantes de córneas, 16 de rins, 11 de fígado, três de coração e cinco de medula óssea. E só neste mês de novembro, a Central vem contabilizando quatro doações de múltiplos órgãos.

Os resultados alcançados refletem o investimento do Governo do Estado e total apoio da Secretaria de Estado da Saúde.

“Embora a pandemia tenha interferido negativamente no planejamento dos transplantes, esse dado é reflexo dos investimentos feitos pelo governo estadual ao longo dos últimos dois anos, e o compromisso que temos com os paraibanos e paraibanas em salvar vidas. Nossa expectativa é avançar ainda mais e diminuir significativamente a lista de espera,” explicou o secretário de saúde do estado, Geraldo Medeiros.

Também este ano a Central já registrou na Paraíba a retirada de 58 órgãos. Desses, foram 18 fígados, 37 rins e três corações. Do total, 30 órgãos foram transplantados em pacientes paraibanos e 28, foram destinados para outros estados por falta de compatibilidade das pessoas que esperam na lista da Paraíba.

“Nem sempre o ranking encontra pacientes compatíveis aqui no estado, então os órgãos retirados aqui, são ofertados no ranking nacional. É muito importante ver que estamos crescendo no número de doações e saber que além de vidas paraibanas, também estamos contribuindo para salvar pessoas de outros locais. Nosso maior empenho é para zerar nossa fila”, esclareceu a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas da Central de Transplantes, Rafaela Carvalho.

Ainda em 2021, a Central promoveu a interiorização do trabalho que vem sendo desenvolvido, levando conhecimento e conscientização sobre o tema para cidades do sertão do estado por meio de um projeto intitulado “Setembro Verde”.

“Nós já começamos a colher os frutos dessa ação. As pessoas entenderam que o “sim” à doação de órgãos pode salvar muitas vidas. Quase não tínhamos doadores do sertão, e agora, eles começam a chegar,” disse Rafaela.

 

Paraiba Já

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