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Vale do Piancó

Quadra chuvosa é tímida, e rio Piancó ainda não registrou grande cheia em 2026

Com baixos índices de chuva, os reservatórios da região recebem pouca ou nenhuma recarga significativa.

Por Redação

22/02/2026 às 11:58 | Atualizado em 22/02/2026 às 14:00

Chuva no nascente - Milton Jr./DOL

Chuva no nascente (Foto: Milton Jr./DOL)

Passado pouco mais de um mês desde o início da quadra chuvosa no Vale do Piancó, o rio Piancó — responsável por cortar a região e abastecer o maior manancial da Paraíba, o açude Estevão Marinho — ainda não apresentou uma grande cheia em 2026.

De acordo com as expectativas climáticas, o cenário previsto pela meteorologia vem se confirmando: a tendência para os primeiros meses do ano era de uma quadra chuvosa variando entre normal e abaixo da média. Embora alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e previsões divulgadas por sites e aplicativos indiquem possibilidade de chuvas quase diariamente, o que de fato tem ocorrido, as precipitações têm sido mal distribuídas e, em muitos pontos, de fraca intensidade.

Com isso, os reservatórios da região recebem pouca ou nenhuma recarga significativa. Até o momento, o rio Piancó não registrou nenhuma enchente de grande porte neste ano.

Especialistas apontam que, apesar da atuação de uma La Niña de fraca intensidade, já em seus estágios finais, outros fatores climáticos influenciam o comportamento das chuvas, como a baixa temperatura das águas do Oceano Atlântico. Esse conjunto de condições contribui para a manutenção de uma quadra chuvosa mais irregular.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), faixa de nebulosidade que se desloca pela região equatorial, reacende a esperança de uma melhor regularidade nas chuvas, já que o fenômeno exerce forte influência sobre o período chuvoso no Norte e Nordeste do país.

Diante da situação, o Vale do Piancó volta a direcionar suas atenções para a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco. A obra, aguardada há anos pela população, ainda não contemplou plenamente a região, que segue entre as poucas áreas onde o projeto não foi concluído.

Uma audiência pública promovida pelo Ibama está marcada para discutir os impactos ambientais da obra e esclarecer dúvidas da população. O encontro ocorrerá nas cidades de Mauriti e Conceição.

Em Conceição, a audiência será realizada no próximo dia 11 de março, às 18h30, na Câmara Municipal.

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