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Brasil

Misantropia: falsos alertas da Defesa Civil teriam sido enviados por adolescente

Vídeos divulgados pela própria Defesa civil teriam servido de tutorial na operação do sistema, com credenciais de servidores.

Por Redação

22/06/2026 às 15:55

Um menor de idade teria sido pelo menos um dos responsáveis pela inserção de mensagem de “ódio à humanidade” em alertas enviados aos celulares de brasileiros entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado (20).

Ele teria utilizado credenciais de servidores públicos com autorização para acesso e inserido mensagens de alerta utilizando como tutorial um vídeo da própria Defesa Civil, que divulgou como fazia os alertas.

Nesta segunda-feira (22), a Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar a invasão ao sistema nacional de notificações de desastres da Defesa Civil. No final de semana, já tinham aberto um procedimento preliminar de investigação.

Agora, a PF quer saber se outras pessoas participaram do suposto ataque hacker e como conseguiram credenciais de servidores, para determinar quais crimes foram cometidos.

Os principais são: invasão de dispositivo informático da defesa civil (penas de 1 a 4 anos), atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública (penas de 1 a 5 anos) e interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, telefônico, informático, telemático ou de informação de utilidade pública (penas de 2 a 4 anos).

Segundo a Defesa Civil, as mensagens foram recebidas por usuários de diversos estados, com ao menos 10 mensagens diferentes. Nove deles utilizaram a tecnologia cell broadcast, empregada pela Defesa Civil Alerta, acionando o nível “extremo”, que emite alerta sonoro em situações de risco iminente. O 10º disparo ocorreu por meio de mensagens de texto via SMS.

Entre os estados registrados, estão São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Paraná e o Distrito Federal. Em uma das mensagens, foi exibido um alerta contendo apenas a palavra “misantropia”.

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Estado do Paraná emitiu uma nota sugerindo que os responsáveis pelo ato sejam enquadrados na chamada “Lei Antiterrorismo” do Brasil.

R7.com

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