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Mundo

Influenciadora morre após comer “caranguejo-do-diabo”

Crustáceo é conhecido por ser venenoso.

Por Redação

13/02/2026 às 07:58 | Atualizado em 13/02/2026 às 08:00

Emma Amit - YouTube New York Pos

Emma Amit (Foto: YouTube New York Pos)

A influenciadora de gastronomia Emma Amit, de 51 anos, morreu no dia 6 de fevereiro, nas Filipinas, após comer o chamado “caranguejo-do-diabo” durante a gravação de um vídeo. O caso viralizou nas redes sociais e repercutiu na imprensa internacional nesta quinta-feira (12).

De acordo com o jornal The Philippine Star, Emma passou mal depois de consumir o crustáceo, conhecido por ser venenoso, enquanto registrava o conteúdo que seria publicado nas redes.

Imagens divulgadas pela imprensa local mostram a influenciadora e amigos coletando mariscos e caranguejos em um manguezal perto da casa dela, na cidade de Puerto Princesa, no dia 4 de fevereiro.

No vídeo, ela aparece provando um caramujo do mar enquanto cozinhava frutos do mar em uma panela com leite de coco.

Vizinhos relataram que, no dia seguinte, Emma foi levada ao hospital após sofrer convulsões. Exames apontaram que neurotoxinas haviam entrado na corrente sanguínea. Ela não resistiu.

O chefe da vila local, Laddy Gemang, disse que se surpreendeu com a morte, já que Emma e o marido eram pescadores experientes. Segundo ele, agentes foram enviados à casa dela para investigar o caso e encontraram conchas de caranguejos-do-diabo no lixo.

– Isso é muito triste, porque eles deveriam saber. Ela e o marido vivem do mar. Eu sei que conhecem esse caranguejo perigoso. Então por que ela comeu? É isso que me confunde – declarou.

As autoridades informaram que monitoram amigos da influenciadora para identificar possíveis sintomas semelhantes.

A imprensa local também noticiou que um pescador de 54 anos morreu após consumir caranguejos-do-diabo na mesma província, em outubro do ano passado.

Os caranguejos-do-diabo, também chamados de caranguejos de recife tóxicos, vivem em recifes de coral da região do Indo-Pacífico. A carapaça e a carne contêm neurotoxinas como tetrodotoxina e saxitoxina, que permanecem ativas mesmo após horas de cozimento.

pleno.news

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