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Política

"Americano nenhum vai matar nossos bandidos, quem vai matar seremos nós", posta pré-candidato a presidência do Brasil

Classificações das facções foi realizado pelo secretário americano Marco Rubio, e repercutiu nas redes sociais.

Por Redação

30/05/2026 às 07:53 | Atualizado em 30/05/2026 às 08:03

Renan Santos, pré-candidato à presidência pelo partido Missão, do qual ele é um dos fundadores - Reprodução/YouTube

Renan Santos, pré-candidato à presidência pelo partido Missão, do qual ele é um dos fundadores (Foto: Reprodução/YouTube)

O pré-candidato à presidência pelo partido Missão, Renan Santos, fez uma postagem em seu perfil no X, nesta quinta-feira, afirmando que “americano nenhum vai matar nossos bandidos. Quem vai matar seremos nós”. O post foi realizado horas após os Estados Unidos (EUA) classificarem as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

No post, que ultrapassa 140 mil visualizações, o fundador da sigla exalta, ainda, os militares brasileiros: “honra e glória aos nossos policiais”, diz Santos.

Santos criticou a visita do senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL), ao presidente americano Donald Trump, e diz que é uma “humilhação nacional”. O fundador do Missão também acusa o político do PL de terceirizar combate ao crime: "pedir aos EUA para classificar PCC e CV como organizações terroristas expõe a incapacidade das lideranças brasileiras de enfrentar o crime organizado”.

“É mais um capítulo da política de pedir que outros resolvam os problemas que deveriam ser enfrentados pelas autoridades brasileiras. O combate ao crime organizado exige coragem, inteligência e ação do Estado brasileiro, não a transferência dessa responsabilidade para governos estrangeiros”, afirma o Santos ao associar a postura do senador a outros episódios que envolveram a relação da família Bolsonaro com os EUA.

O anúncio das classificações do CV e PCC foi realizado pelo secretário de Estado Marco Rubio, nesta quinta-feira, que disse, em publicação no X, que o “alcance das facções estende-se por toda a nossa região e pelo nosso país".

O comunicado em que a divulgação ocorreu aponta os grupos como "duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil". O documento declara que PCC e CV foram enquadrados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês). Eles ainda devem receber a designação de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), a partir de 5 de junho.

A divulgação foi feita depois que o senador retornou do encontro com Trump e membros da cúpula do governo norte-americano. Em março, o jornal The New York Times afirmou que Eduardo e Flávio Bolsonaro pressionavam a gestão estadunidense para adotar a classificação.

Antes do anúncio das facções terroristas, nesta quarta-feira, Santos fez uma postagem no X afirmando que, em seu governo, “todas facções serão proibidas” e que “quem usar símbolos (das facções) será preso”. No vídeo, que ultrapassa 189 mil visualizações, o pré-candidato está na praia da Gamboa, em Salvador (BA), e diz que no local "é proibido usar adidas e fazer certos gestos". Em áreas dominadas pelas organizações criminosas, sinais com as mãos como "2" ou "3" são associados ao CV e PCC.

— No meu governo, todas as facções, absolutamente todas, serão proibidas. E se qualquer pessoa utilizar os símbolos delas andando por aí, será presa. O nome disso é direito penal do inimigo. Eu vou botar em cana absolutamente todos os membros das facções — diz o fundador do partido.

O Globo

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