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Mulher é condenada a morte por protestos contra governo do Irã
A irmã gêmea da jovem de 21 anos cumprirá 36 anos de prisão
Por Redação
20/09/2026 às 08:53
As irmãs gêmeas Taraneh e Romina Rahimi foram presas após participarem de uma série de protestos contra o governo na cidade de Isfahan, no Irã, nos dias 8 e 9 de janeiro. Taraneh foi condenada à morte e Romina cumprirá 36 anos de prisão.
As jovens, que na época tinham 20 anos de idade, foram detidas em sua residência por agentes policiais uma semana depois da manifestação. Os atos no país começaram no final de dezembro devido à alta do custo de vida.
Em julho, as duas iranianas foram julgadas junto a outras 14 pessoas. Elas acabaram acusadas pelas mortes de um membro da Guarda Revolucionária e de uma pessoa em situação de rua à margem dos eventos, segundo a ONG Human Rights Activists (HRANA).
Um mês depois, Taraneh recebeu a pena capital sob a acusação de iniciar uma guerra contra Deus. Sua irmã acabou condenada a cumprir 36 anos de prisão. A organização atesta que as gêmeas sofrem tortura na prisão.
Taraneh completou 21 anos detida e sofre com muitas dores em seu joelho, operado antes de ser detida. Um médico solicitou a transferência da jovem para um hospital fora do presídio, mas as autoridades locais recusaram o pedido de saída.
O primo da jovem, Masud Nourmohamadi, que mora nos Estados Unidos, disse ter sido informado sobre a tortura física e emocional contra as jovens.
— Disseram a ela: “não importa como você morra, você será enforcada de qualquer maneira”. (…) Os jovens foram torturados uns na frente dos outros, um após o outro. Eles se certificaram de que Taraneh ouvisse os gritos de Romina. Disseram a ela: “Se você não assinar essas confissões, vamos estuprar sua irmã na sua frente”. É claro que ela assinou — revelou.
A sentença criminal ainda pode ser contestada de forma judicial. No entanto, o governo do Irã já executou 29 homens sob justificativas ligadas aos protestos recentes. O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI) demonstrou grande preocupação com a saúde e a atual mobilidade de Taraneh.
— Não há provas contra as duas irmãs. Os advogados de defesa não tiveram nenhum acesso ao processo até o primeiro dia do julgamento — criticou o familiar.
Ativistas internacionais afirmam que o Estado realiza os enforcamentos de manifestantes com o firme propósito de espalhar medo na população local. Já as autoridades iranianas argumentam que suas ações de segurança visam combater distúrbios que seriam fomentados por agentes estrangeiros.
pleno.news
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