Policial
Pastor é morto a facadas após discussão sobre política
Na delegacia, testemunhas contaram que o pastor e o assassino se conheciam há cerca de quatro anos.
Por Redação
02/11/2026 às 16:33 | Atualizado em 02/11/2026 às 16:34
O pastor Odair Pereira Lopes, de 52 anos (foto em destaque), foi esfaqueado e morto após uma discussão sobre política, na noite desse sábado (31), em Taboão da Serra, região metropolitana de São Paulo. Segundo a Polícia Civil, o suspeito do crime identificado como Jailton Porcino dos Santos foi preso.
A briga entre o pastor e o suspeito é antiga devido discordâncias políticas. A vítima, que era de direita, manifestava seu posicionamento político nas redes sociais e o autor de esquerda discordava com frequência.
O novo bate-boca começou em um bar, na Rua André da Silva Pina, no Jardim Record. O pastor ia ao estabelecimento devido à amizade com o proprietário, mas, além de conversar o amigo, tinha o hábito de aconselhar algumas pessoas. Ele não consumia nada alcoólico.
Enquanto estava no bar, Jailton voltou a discutir com o pastor. Ambos trocaram agressões mútuas.
A vítima deixou o local, mas, segundo depoimento de testemunhas presentes no bar, o suspeito afirmou: “Hoje eu pego ele”.
Imagens de uma câmera de segurança (veja acima) mostram o momento que o pastor chega próximo de casa e, em seguida, um carro branco surge e dele desce o assassino que golpeia o pastor com uma faca no peito e foge. A vítima fica caída no chão. Ele estava a poucos metros de distância de casa.
O pastor foi socorrido por familiares a um hospital, mas morreu devido ao ferimento.
Prisão
Equipes da Polícia Militar estavam no local do crime quando o suspeito voltou ao local. Os policiais o perseguiram e o prenderam.
Em depoimento, o assassino afirmou que viu o pastor estacionando o carro particular, sentiu raiva e, então, decidiu se vingar pela briga ocorrida momentos antes. Ele usou uma faca que estava dentro do carro — o objeto não foi localizado e o suspeito argumentou não se recordar onde havia descartado a arma do crime.
Na delegacia, testemunhas também contaram que o pastor e o assassino se conheciam há cerca de quatro anos. A amizade ruiu diante de recorrentes brigas motivadas por política, inclusive a vítima já havia parado de conversar com o suspeito devido aos conflitos existentes.
Além da prisão por homicídio, o suspeito foi autuado por dirigir bêbado. Exame do bafômetro apontou 0,73 mg de álcool por litro de ar alveolar.
Quem era
O pastor era presidente da Igreja Batista Renovada do Espírito Santo, dos bairros Pedreira e São Bento, na zona sul da capital paulista. O velório e o sepultamento ocorrem nesta segunda-feira (2/11), no Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes.
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