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Brasileira pode ser condenada a morte após ser flagrada com drogas na Indonésia

Tânia Cristina dos Santos, de 36 anos foi presa em Bali com cocaína líquida disfarçada em frascos de shampoo; ela receberia US$ 50 mil para entregar a droga

Por Redação

19/10/2026 às 22:38

Brasileira pode ser condenada a morte após ser flagrada com drogas na Indonésia - Reportagem / Balanço Geral

Brasileira pode ser condenada a morte após ser flagrada com drogas na Indonésia (Foto: Reportagem / Balanço Geral)

Uma brasileira de 36 anos enfrenta a possibilidade de prisão perpétua ou até mesmo pena de morte após ser detida no Aeroporto Internacional de Bali, na Indonésia. Tânia Cristina dos Santos foi flagrada pelas autoridades alfandegárias com quase 4 litros de cocaína líquida escondidos em frascos de shampoo e outros produtos cosméticos.

Tânia saiu do Rio de Janeiro sob promessa financeira feita por um homem que organizou sua viagem. Ela receberia US$ 50 mil para entregar a droga a uma pessoa não identificada em Bali. No entanto, ao desembarcar na ilha indonésia, considerada uma das mais rigorosas quanto à legislação antidrogas do mundo, ela foi imediatamente presa.

A lei indonésia é extremamente severa: o transporte ilegal acima de cinco gramas já configura tráfico e pode resultar nas penas mais duras previstas pelo código penal local — incluindo execução por fuzilamento. Após dez anos cumprindo sentença com bom comportamento, há possibilidade da pena ser convertida para prisão perpétua.

O caso chama atenção devido ao histórico recente envolvendo brasileiros condenados à morte no país asiático por crimes semelhantes. Rodrigo Gularte e Marco Archer Cardoso Moreira foram executados nos últimos anos após serem presos com grandes quantidades da substância ilícita.

Atualmente sob assistência consular brasileira enquanto aguarda julgamento definitivo pela justiça indonésia; investigações continuam buscando identificar quem forneceu as drogas no Brasil bem como seu destino final previsto dentro daquele território insular. Fica um alerta para os riscos associados às promessas enganosas feitas aos chamados "mulas" do narcotráfico globalizado.

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