Paraíba
Ministério Público pede condenação de Influenciador Renato Cariani por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro
A investigação apura um esquema de desvio de produtos químicos utilizados no refino e na adulteração de cocaína e crack.
Por Redação
29/10/2026 às 09:34 | Atualizado em 29/10/2026 às 09:35
Ministério Público pede condenação de Renato Cariani por tráfico de drogas (Foto: Reprodução/Redes Sociais )
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) pediu a condenação do influenciador Renato Cariani por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. O processo entrou na fase de alegações finais, etapa que antecede o julgamento.
Com a apresentação das alegações finais pelo Ministério Público, as defesas dos réus deverão apresentar suas manifestações no prazo estabelecido pela Justiça. Segundo as informações do processo, o prazo é de 30 dias.
Em nota, a defesa de Cariani afirmou que recebeu o pedido de condenação com naturalidade e destacou que a acusação mantém a tese apresentada desde o início da ação penal. Os advogados disseram que pretendem contestar os argumentos do Ministério Público e demonstrar a improcedência das acusações, reiterando a confiança na absolvição do influenciador.
Relembre o caso
Renato Cariani tornou-se réu após a Justiça aceitar a denúncia relacionada à Operação Heinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023.
A investigação apura um suposto esquema de desvio de produtos químicos utilizados no refino e na adulteração de cocaína e crack. Segundo a acusação, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, da qual Cariani é sócio ao lado da empresária Roseli Dorth, teria emitido notas fiscais fraudulentas para simular vendas de insumos a empresas farmacêuticas.
As apurações apontaram que o esquema teria funcionado entre 2014 e 2020. A investigação identificou transações suspeitas e o suposto desvio de cerca de 12 toneladas de produtos químicos, entre eles acetona, éter etílico, ácido clorídrico e fenacetina.
De acordo com a investigação, os pagamentos envolveriam depósitos em dinheiro realizados por pessoas que se passariam por funcionários de empresas farmacêuticas. A AstraZeneca informou que não havia comprado os produtos investigados, informação que contribuiu para o aprofundamento das apurações.
Além de Cariani, outras pessoas também respondem ao processo. As acusações ainda dependem de julgamento, e o pedido de condenação apresentado pelo Ministério Público não representa uma decisão definitiva da Justiça.
CNN
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